O Senado aprovou nesta quarta‑feira (14) a proposta de Emenda à Constituição (PEC) que fixa a jornada semanal em 40 horas e cria dois dias de descanso remunerado para cada cinco dias trabalhados. A votação contou com 75 votos a favor e 1 contra nos dois turnos, encerrando a escala 6x1 que vinha sendo contestada nas redes sociais.

A iniciativa ganhou força em 2023, quando o então balconista Rick Azevedo, futuro vereador no Rio de Janeiro e agora deputado federal pelo PSOL, divulgou um vídeo viralizando a campanha contra a escala 6x1. Em 2025, a PEC foi apresentada na Câmara dos Deputados, aprovada em maio e encaminhada ao Senado com apoio do governo federal, sendo uma das bandeiras de campanha do presidente Lula (PT).

Mudança de posicionamento da oposição

A oposição, inicialmente contrária ao texto, viu uma reviravolta na terça‑feira quando Flávio Bolsonaro (PL) anunciou voto favorável à PEC, contribuindo para a maioria necessária à aprovação.

Análise dos impactos

Em entrevista ao programa O Assunto, a jornalista Natuza Nery conversou com o colunista Bernardo Mello Franco, do jornal O Globo e da rádio CBN, sobre as negociações que culminaram na aprovação. Mello Franco destacou que a medida pode gerar redução de jornada para milhões de trabalhadores, mas alertou para possíveis efeitos sobre a produtividade e os custos para as empresas.

Repercussão política

A aprovação da PEC reforça a agenda trabalhista do governo Lula e sinaliza um avanço nas reivindicações dos sindicatos. O debate continuará nos próximos meses, com a necessidade de regulamentação detalhada e acompanhamento dos impactos econômicos.