Abertura O senador Otto Alencar (PSD‑BA) defendeu, nesta quarta‑feira (28), a aprovação de projeto que concederia anistia aos condenados pelo ataque de 8 de janeiro, inclusive ao ex‑presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar por sentença de 27 anos.

Destaques:

  • Projeto de anistia para condenados do 8 de janeiro
  • Defendido por Otto Alencar, presidente da CCJ
  • Conversas com Davi Alcolumbre; decisão ainda depende de timing político

Projeto de anistia e posicionamento de Otto Alencar

Otto Alencar, que preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), afirmou que o texto não visa exclusivamente Jair Bolsonaro, mas todos os réus do caso. "Não é uma anistia à figura de Jair Bolsonaro, e sim a todos aqueles que estão respondendo a processos desde o dia 8 de janeiro (de 2023)", disse.

"São pessoas que tiveram penas que, segundo os seus defensores, estão bem acima do que se esperava. Não é só o Jair Bolsonaro", acrescentou.

Conversas com o presidente do Senado

Alencar reconheceu ter dialogado com Davi Alcolumbre (União‑AP) sobre a medida. A discussão surge após a saída do país de Flávio Bolsonaro, derrotado nas eleições presidenciais, e ocorre no contexto da reeleição de Alcolumbre à presidência do Senado, que precisa de 41 votos.

Cenário político e possíveis caminhos

A aprovação da anistia dependerá de sanção presidencial ou de um indulto concedido por Lula. Alternativamente, interlocutores do Senado cogitam revisão judicial das penas.

"A política conversa. Ele é presidente do Congresso, mas não tem um fato ainda", comentou fonte próxima a Alcolumbre.

Implicações para a reeleição de Alcolumbre

Alcolumbre busca apoio da direita para garantir a reeleição, enfrentando um Senado mais conservador. O partido de Flávio Bolsonaro terá 28 senadores a partir de 2027, com apoio de siglas como o Novo e parlamentares bolsonaristas.

Rogério Marinho (PL‑RN), líder da Oposição e coordenador de campanha de Flávio, também mira a presidência do Senado, aumentando a disputa por votos.

Próximos passos

Otto Alencar indicou que o timing político ainda será definido, cabendo a Alcolumbre determinar o momento adequado para levar a proposta ao plenário. Aliados alertam que a fuga de Flávio Bolsonaro pode complicar a agenda de pacificação.