O senador Rogério Marinho (PL‑RN), líder da oposição no Senado, afirmou que não há provas de fraude na eleição presidencial de 2022, apesar da carta divulgada por Flávio Bolsonaro alegando o contrário.

"O PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há provas nesse sentido", admitiu.

Destaques:

  • Não há evidências de fraude eleitoral
  • Rogério Marinho, líder da oposição no Senado, negou a acusação
  • Declaração feita em coletiva no dia 28 de outubro

Carta golpista e mudança de termos

A primeira versão da carta, publicada no X, dizia que Flávio Bolsonaro era o "verdadeiro presidente eleito do país". Meia hora depois, o documento foi removido e substituído por outra versão que o chamava de "líder do Brasil".

"A carta que está no seu Twitter [X], que é carta oficial, a [carta] definitiva, ele se coloca como líder. De fato, Flávio, pelo número de votos que teve, pelo papel que desempenhou nas últimas eleições, é hoje a maior expressão da direita no Brasil", disse Marinho.

Marinho sugeriu que a alteração poderia ter sido um problema na confecção da carta.

Contexto da acusação de fraude

Na carta, Flávio Bolsonaro afirma que a eleição foi fraudada e critica a extensão do horário de votação até as 19h, decisão do ministro do STF Cristiano Zanin. A extensão adicionou 34.393 votos ao total, em um eleitorado de 158,7 milhões de eleitores aptos, segundo o TSE.

No segundo turno, Lula recebeu 64 milhões de votos, enquanto Flávio ficou com pouco mais de 59 milhões.

Repercussão internacional e posição de Flávio

Flávio, que se exilou nos Estados Unidos, afirmou que liderará a oposição a partir do exterior e que correrá riscos que parlamentares do PL não podem assumir. O senador Marinho classificou o candidato como "exilado" e ressaltou que a saída foi voluntária, sem ordem de prisão.

Marinho também comentou a declaração do ex‑presidente dos EUA, Donald Trump, que disse não intervir na questão. "Eu espero que não haja nenhuma intervenção no processo interno do Brasil", afirmou Marinho.

Investigações sobre Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro responde a investigações por suposta lavagem de dinheiro envolvendo plataformas de apostas e por financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de seu pai. Seu mandato termina no próximo ano, quando perderá foro privilegiado e imunidade parlamentar.