Na Zona Norte de São Paulo, motoristas de ônibus se recusaram a circular, deixando eleitores sem transporte para as urnas. Diante da situação, o ministro Cristiano Zanin determinou a prorrogação do horário de votação até as 19h neste domingo (25).
Falta de ônibus compromete deslocamento de eleitores
Registros de ônibus enfileirados, garagens lotadas e longas esperas foram confirmados na capital e na Grande São Paulo. A Justiça Eleitoral havia exigido que a Prefeitura de São Paulo e a SPTrans mantivessem 100% da frota em operação, mas a realidade divergiu da ordem.
"Na capital e na Grande São Paulo, houve registros de ônibus enfileirados parados nas ruas, garagens lotadas de coletivos, demora na circulação, pontos e terminais lotados e passageiros que relatam longas esperas", informou a reportagem.
Pedido de liminar e abrangência nacional
A coligação do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou pedido de liminar ao TSE, solicitando a extensão do horário de votação em municípios com problemas de transporte. A medida abrange nove estados: São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará, Paraná e Rio de Janeiro.
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também requereu prorrogação de duas horas em cidades de Minas Gerais e Rio Grande do Sul afetadas por chuvas intensas.
Eleitores enfrentam filas e chuva
No Terminal Varginha, moradores aguardaram até três horas por um ônibus. Em bairros como Santana (Zona Norte) e Jardim Ângela (Zona Sul), passageiros relataram longas esperas sob chuva. Na Vila Zilda, motoristas se recusaram a transportar eleitores.
"Quando chegamos próximos ao Terminal Santana, vimos muitas filas e ônibus parados, sem prestar serviço. Passamos por volta das 14h30", contou um casal que ofereceu caronas.
Na Estrada M'Boi Mirim, passageiros esperaram mais de 40 minutos sob chuva nos pontos de ônibus. A falta de transporte gerou improviso e solidariedade entre os eleitores, que buscaram alternativas para chegar às seções eleitorais.