Nas seções eleitorais do Distrito Federal, as urnas foram fechadas às 17h em ponto, antes que a informação sobre a prorrogação do horário de votação até as 19h chegasse a mesários e presidentes de seção, informou o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF).
O tribunal informou que, até as 17h40, não havia recebido notificação oficial sobre a extensão do horário, apesar de a decisão ter sido tomada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), por volta das 17h.
Quando o anúncio da ampliação apareceu na imprensa, poucos minutos depois das 17h, as urnas já estavam fechadas e algumas seções iniciavam a transmissão dos resultados.
"quando a urna é fechada, ela não pode mais ser reaberta", afirmou a assessoria do tribunal.
Falha na comunicação aos mesários
A mesária Kátia Regina Carmona, que atuava em uma escola na Asa Sul, relatou que fechou a urna exatamente às 17h. Pouco depois, a notícia da prorrogação apareceu em uma TV na própria escola.
"Cinco horas [da tarde] fechamos sem saber de nada. Lá tinha televisão e estava dando que ia aumentar o prazo, ai ficamos esperando e avisaram que a gente podia ir embora", disse em entrevista à Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Origem da prorrogação
A prorrogação até as 19h foi solicitada pela coligação Brasil Pronto Pra Mais, de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alegando dificuldades de transporte em três cidades da Bahia: Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas.
Repercussão em outros estados
No Bahia, o TRE prendeu o secretário de Mobilidade, Pablo Souza, por reter dezenas de ônibus nos pátios, justificando a ação pela necessidade de remover adesivos com o número de Lula colados nos veículos.
A mesma situação foi constatada em São Paulo e em outras cidades, ampliando o pedido de prorrogação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao STF.