Investigadores e advogados afirmam que a suspensão do caso Master pela presidência do Supremo Tribunal Federal está represando pedidos da Polícia Federal para avançar nas investigações e analisar a manutenção de prisões.

No dia 12 de setembro, o presidente Luiz Edson Fachin determinou que o ministro André Mendonça enviasse à Presidência todos os processos relacionados ao Master, que apura supostas fraudes financeiras, corrupção, lavagem de dinheiro, coação, vazamento de dados sigilosos e o envolvimento do banqueiro Daniel Vorcaro.

"há mais de duas semanas, teria sido encaminhado um ofício, ao que parece ainda sem resposta, requerendo a devolução dos autos para apreciação de pedidos urgentes pendentes de análise", afirmou a defesa.

Medidas da Polícia Federal permanecem em ritmo

Policiais ouvidos pelo g1 dizem que a PF manteve o ritmo das linhas de apuração dentro de suas atribuições, executando medidas pendentes e analisando materiais. Contudo, reconhecem que novos pedidos dependem do aval da Justiça, agora parados no STF.

Falta de novas decisões desde o envio dos processos

Interlocutores de Mendonça confirmam que, desde o envio dos processos para a Presidência, não foram tomadas novas medidas. A indefinição decorre da paralisação prática dos casos por Fachin, que manteve Mendonça como relator, mas não liberou pedidos urgentes ao gabinete do relator.

Solicitações e expectativas futuras

Em 25 de setembro, Fachin solicitou que a Procuradoria‑Geral da República se manifestasse sobre revogações de prisões e sigilos de comunicações, sem definir se a decisão cabe a ele ou a Mendonça. A defesa de Vorcaro relata que pediu audiência com Fachin, mas recebeu orientação para encaminhar medidas urgentes a Mendonça.

Na última quarta‑feira (7), representantes da defesa compareceram ao gabinete do relator reforçando o pedido de liberdade e foram informados de que os processos estavam na Presidência.

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