A quebra do Ueno Bank na terça‑feira (3) gerou uma crise que afeta aproximadamente 3 milhões de pessoas. O banco, que era o maior digital do país em número de clientes, administrava quase US$ 850 milhões em recursos públicos, incluindo verbas da Previdência e do Ministério da Saúde.

Clientes ficam sem acesso a contas e cartões

Com a falência, os usuários perderam o acesso às suas contas bancárias, aplicativos e cartões. Entre os afetados estão muitos brasileiros residentes no Paraguai, que dependiam dos serviços do banco para transações cotidianas.

Protestos em Assunção e reação política

Manifestantes ocuparam as ruas de Assunção, exigindo a devolução dos recursos retidos e o impeachment do presidente Santiago Peña. As forças de segurança reprimiram os atos. Em resposta, o presidente da Câmara dos Deputados convocou uma sessão extraordinária para analisar a situação.

Mudanças na cúpula financeira

A crise provocou a renúncia do presidente do Banco Central do Paraguai e a prisão de oito diretores do Ueno Bank. As autoridades constataram que o índice de solvência do banco caiu para menos da metade do mínimo exigido por lei, levando o Banco Central a decretar intervenção na instituição.

Contexto político e patrocínio esportivo

Até o ano passado, o presidente Santiago Peña era sócio do grupo controlador do Ueno Bank, o que aumentou a pressão política sobre o governo. O banco também patrocinava a seleção paraguaia de futebol, e jogadores da equipe manifestaram solidariedade às vítimas da crise, revelando que alguns também tinham recursos depositados na instituição.