A vitória de Lula gera reações de ex‑candidatos

No domingo (25), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente, derrotando Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. A decisão das urnas mobilizou ex‑presidenciáveis que expressaram críticas ou reconhecimento nas redes.

Romeu Zema questiona o processo

O ex‑governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que apoiou Flávio Bolsonaro no segundo turno, acusou um suposto “golpe à la Venezuela” sem apresentar provas. Em vídeo, classificou a eleição como “alarmista e mentirosa”.

"O Lula aplicou um golpe à la Venezuela, a mesma coisa que o seu companheiro e ditador fez lá prorrogando o prazo da eleição", afirmou.

Zema também apontou suposta disseminação de notícias falsas por apoiadores do PT e alertou para consequências negativas ao país, citando educação, segurança pública e atuação de ministros do STF.

Ronaldo Caiado reconhece a decisão

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), declarou que esperava uma renovação política, mas que “nos curvamos à decisão da maioria”. Em entrevista coletiva em Goiânia, afirmou que a proposta de mudança era objetivo dos apoiadores de Flávio Bolsonaro.

"Uma renovação. Era esse o ponto que todos nós lutamos favoravelmente a ele. Era buscar essa virada de página. Acreditamos nessa ideia. Mas nós, como democratas que somos, nos curvamos à decisão da maioria e à decisão da apuração. Essa sempre foi a nossa característica", afirmou.

O governador eleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB), também comentou que a votação representa a vontade popular e pediu postura fiscal responsável do governo federal.

Renan Santos nega fraude e destaca antibolsonarismo

O ex‑candidato Renan Santos (Missão) afirmou que “não houve fraude” e que a campanha do petismo foi “colossal”. Em stories no Instagram, disse que a rejeição ao bolsonarismo superou a ao petismo.

"O antibolsonarismo é maior que o antipetismo. Acho que isso está provado", declarou.

Renan pediu que familiares de apoiadores de Flávio evitem manifestações nas ruas e sugeriu diálogo entre grupos políticos para enfrentar desafios econômicos e institucionais.

Augusto Cury cumpre Lula e reafirma posição contra reeleição

O escritor Augusto Cury (Avante), que havia apoiado Flávio Bolsonaro, cumprimentou Lula e pediu que governe “sem revanchismo e sem sentimentos de vingança”. Em nota, reiterou sua oposição a reeleições, argumentando que um quarto mandato dificulta a renovação de ideias.

"Cumprimento o presidente Lula pela vitória e respeito o resultado das urnas. Mantenho minha posição contra a reeleição, porque um quarto mandato dificulta a renovação de ideias, projetos e equipes. Mas a regra está vigente e a democracia está acima de tudo", escreveu.