Vice‑de Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar reconhece derrota na eleição presidencial

Alfredo Gaspar, candidato a vice‑presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), publicou um vídeo nas redes sociais nesta terça‑feira (27) reconhecendo o resultado do segundo turno, em que a chapa foi derrotada por Lula (PT).

"Nossas bandeiras continuam aí e nós não vamos desistir do Brasil. Nós lutamos até o fim, permanecemos de pé, mantivemos nossos princípios. Têm vitórias que representam derrotas e têm derrotas que são verdadeiras vitórias. Nós ganhamos, permanecemos firmes naquilo que acreditamos. O Brasil, no futuro próximo, vai vencer", declarou.

Destaques:

  • Alfredo Gaspar reconhece derrota no segundo turno
  • Flávio Bolsonaro e a chapa perderam para Lula
  • Próximas metas políticas definidas para 2027

Reconhecimento da derrota e agradecimento

Gaspar agradeceu os 59.826.041 votos recebidos pela chapa, que correspondem a 48,21% dos votos válidos, e ressaltou a vitória de Lula, que obteve 64.256.232 votos (51,79%).

Ele lembrou que, no primeiro turno, o PL conquistou 121 deputados federais e 28 senadores.

Críticas ao processo eleitoral

O deputado afirmou que "o sistema mudou as regras" durante a disputa do segundo turno, sem detalhar a que medida se referia. No domingo (25), a votação foi ampliada em duas horas a pedido das chapas de Flávio Bolsonaro e de Lula.

Ele também declarou que a campanha enfrentou "muitos obstáculos, perseguições" e que, apesar das dificuldades, a chapa venceu o primeiro turno em "uma eleição completamente atípica".

Perspectivas para 2027

Gaspar projetou o foco do grupo político para 2027, listando as pautas que pretende defender:

  • Classificar o Comando Vermelho (CV) e o PCC como unidades terroristas;
  • Promover uma economia justa que garanta dignidade de sobrevivência;
  • Proibir as drogas;
  • Manter a família como base principal da sociedade.

"Agora, vamos adiante, lutar para classificar Comando Vermelho (CV), PCC, como unidades terroristas, lutar por uma economia justa, em que as pessoas tenham direito a sobrevivência digna. Vamos lutar pela proibição das drogas. Vamos lutar pela permanência da família como base principal de uma sociedade", disse.

Contexto investigativo sobre Flávio Bolsonaro

A Polícia Federal investigava se Flávio Bolsonaro teria deixado o Brasil após a derrota, após relatos de um jornal argentino sobre uma possível passagem pela fronteira de Puerto Iguazú, na Argentina. A assessoria do senador nega a viagem.

Em 25 de outubro, o ministro do STF Alexandre de Moraes determinou que Flávio entregasse seus passaportes, decisão vinculada a investigação de suposta lavagem de dinheiro. O senador não cumpriu o prazo até 11h de 27 de outubro.