O Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Argentina chegaram a um acordo que pode liberar US$ 900 milhões ao país, valor que ainda depende da aprovação do conselho executivo da instituição.
"Como resultado, as reservas internacionais líquidas superaram em cerca de US$ 4 bilhões a meta para o fim de junho, e o Banco Central comprou quase US$ 16 bilhões até agora neste ano", afirmou o FMI.
Destaques:
- liberação de US$ 900 milhões
- acordo firmado entre FMI e Argentina
- aprovação ainda depende do conselho executivo
Contexto do programa de financiamento
O montante faz parte do programa de US$ 20 bilhões firmado em 2025. A liberação está vinculada à terceira revisão, na qual o FMI avalia o cumprimento das metas acordadas.
Desde o início, o fundo já desembolsou US$ 15,8 bilhões. Os repasses anteriores foram:
- abril de 2025: US$ 12 bilhões
- julho de 2025: cerca de US$ 2 bilhões
- maio de 2026: cerca de US$ 1 bilhão
- outubro de 2026: cerca de US$ 900 milhões (ainda sujeitos à aprovação)
Avaliação econômica do FMI
Na última análise, o FMI constatou avanços na inflação e nas reservas internacionais, que superaram as projeções do programa. O aumento das reservas oferece maior capacidade ao governo de Javier Milei para flexibilizar restrições ao uso do dólar.
Metas fiscais e perspectivas
O FMI indica que a Argentina deve buscar um superávit primário de 1,4% do PIB em 2026 e manter esforço semelhante em 2027, reforçando a necessidade de arrecadar mais que gastar, excluindo juros da dívida.
Para os próximos meses, a instituição espera que o país continue reforçando suas reservas e preparando-se para retornar ao mercado internacional.