A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) prevê a realização de três leilões de transmissão de energia no próximo ano. A informação foi dada nesta sexta‑feira (30) por Ivo Sechi Nazareno, secretário de Leilões da agência.
"Para o segundo semestre [de 2027], há uma expectativa de duas licitações de transmissão, uma envolvendo o sistema de corrente contínua e tecnologia inédita, VSC. Em detrimento das tecnologias das contratações anteriores que são diferentes, ela é mais complexa, elaborada e mais moderna."
"Provavelmente esses contratos que se originarem desse leilão serão os maiores que o Brasil já contratou em transmissão", explicou Ivo Sechi.
Destaques:
- três leilões previstos para 2027
- investimento estimado acima de R$ 50 bilhões
- primeiros certames em abril, outubro e dezembro
O primeiro leilão está programado para abril de 2027. Os dois restantes deverão ocorrer no segundo semestre, um em outubro, focado no novo sistema de transmissão em corrente contínua com tecnologia VSC (Voltage Source Converter), e outro em dezembro, dedicado à transmissão em corrente alternada.
"Vão ser dois leilões instruídos de forma conjunta com provável segregação de atividades, um em outubro, provavelmente o de corrente contínua, e outro em dezembro, que será o de corrente alternada", disse o diretor da Aneel.
Primeiro leilão em abril
O certame de abril marcará o início das contratações para ampliar a rede de transmissão, atendendo à demanda crescente e à necessidade de modernização do sistema elétrico.
Leilão de outubro: tecnologia VSC
O leilão de outubro introduzirá a tecnologia VSC, considerada mais avançada e complexa que as usadas em licitações anteriores. A expectativa é que os contratos resultantes sejam os maiores já firmados no Brasil para transmissão.
Leilão de dezembro: corrente alternada
O último leilão do ano, previsto para dezembro, focará na transmissão em corrente alternada, complementando o investimento total estimado em mais de R$ 50 bilhões.
Com os três leilões, a Aneel busca ampliar a capacidade de transmissão, reduzir perdas e integrar novas tecnologias ao sistema elétrico nacional.