A Superintendência de Riscos do Trabalho (SRT) informou que o cadastro de empregadores caiu de 512.357 em novembro de 2023 para 480.067 em julho de 2026, uma redução de 6,3%. O recuo representa a 18ª diminuição mensal consecutiva, embora nem todos os registros indiquem fechamento definitivo.
"A queda de 6,3% corresponde à 18ª redução mensal consecutiva, mas não permite afirmar que todas as unidades tenham encerrado definitivamente suas atividades", explicou a SRT.
Destaques:
- 32.290 empresas a menos desde a posse de Milei
- 6,3% de queda no cadastro de empregadores
- 18 meses consecutivos de redução
Queda no cadastro de empregadores
Em julho, o país registrou 948 empregadores a menos que em junho, e o número de postos de trabalho formais recuou 3.485 vagas. A SRT contabiliza apenas empresas com pelo menos um trabalhador registrado no seguro contra acidentes de trabalho; assim, a saída do cadastro pode refletir fechamento, falta de funcionários ou reestruturações.
Causas apontadas por entidades empresariais
A Confederação Argentina da Média Empresa (CAME) atribui a diminuição ao aumento das contas de serviços e ao endividamento das famílias, que reduzem o poder de compra. Simultaneamente, a União Industrial Argentina (UIA) destaca custos de energia, alta carga tributária e dificuldades de financiamento como obstáculos para pequenas e médias indústrias.
Pressão da concorrência externa
O Centro de Economia Política Argentina (CEPA) registrou um crescimento de 34,7% nas importações de bens de consumo no primeiro semestre de 2026, comparado ao mesmo período de 2023, enquanto a produção industrial recuou 12%. A redução de barreiras às importações intensifica a competição para os produtores locais.
Impacto das políticas de austeridade
O governo de Milei tem mantido um forte corte de gastos públicos para conter a inflação. Em julho, os setores de comércio e indústria registraram retração em relação a 2025, enquanto a mineração apresentou crescimento, evidenciando efeitos heterogêneos das medidas econômicas.