A B3 acionou o circuit breaker na segunda‑feira (26) após a queda de 16,48% no Ibovespa, reflexo da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022. O mecanismo interrompeu as negociações por 30 minutos, medida não observada desde a pandemia de Covid‑19 em 2020.
Como funciona o circuit breaker
O circuito de segurança interrompe temporariamente as negociações quando o índice registra quedas acentuadas, buscando evitar movimentos de pânico. Na prática, a Bolsa para as operações, permitindo que investidores reavaliem suas posições.
Acionamentos durante a pandemia
Em 2020, o mecanismo foi acionado seis vezes:
- 9 de março: queda acima de 10%
- 11 de março: após declaração da OMS sobre a pandemia
- 12 de março: duas interrupções, a segunda após recuo de 15%
- 16 de março: queda superior a 12% na abertura
- 18 de março: encerramento com queda de 10,35%
Episódios anteriores marcantes
- 18 de maio de 2017 – “Joesley Day”: gravação envolvendo Joesley Batista e o então presidente Michel Temer provocou queda de mais de 10% e acionamento por 30 minutos.
- 2008 – crise financeira internacional: quatro interrupções de 30 minutos e uma de uma hora, com a bolsa fechando em queda de 10,18% em 22 de outubro.
- Janeiro de 1999 – crise cambial: suspensão de 30 minutos após queda de 9,33% no índice.
- 1998 – crise russa: cinco acionamentos, destaque para 10 de setembro, quando a bolsa ficou parada por uma hora e o índice recuou 15,82%.
- 28 de outubro de 1997 – primeira utilização, durante a crise financeira asiática, após queda de mais de 14% na véspera.
Impacto e finalidade
O objetivo do circuit breaker é limitar a volatilidade extrema e proporcionar um intervalo para que informações sejam assimiladas, reduzindo o risco de colapsos abruptos nos mercados.