Datafolha e Quaest divulgam últimas pesquisas para segundo turno

Neste sábado (24), o Datafolha e a Quaest publicarão, às 18h, as últimas pesquisas de intenção de voto para o segundo turno da eleição presidencial, marcando a última medição antes da votação no domingo (25).

Flávio Bolsonaro e Lula durante o debate da Globo
Flávio Bolsonaro e Lula durante o debate da Globo — Foto: Reprodução

Metodologia dos institutos

A pesquisa tem como objetivo captar o clima da corrida eleitoral, registrando a temperatura da disputa naquele momento. O diretor da Quaest, Felipe Nunes, explicou que "pesquisas tentam identificar padrões para tentar antecipar movimentos que estão acontecendo na opinião pública".

"A margem de erro é a segurança que o eleitor tem de que aquela informação foi calculada de maneira técnica e científica", diz Felipe Nunes.

Como são selecionados os entrevistados

Os institutos definem uma amostra representativa a partir de critérios estatísticos. Em São Paulo, por exemplo, a chance de ser selecionado para uma pesquisa de 1,2 mil entrevistas é de 0,013% (uma em 7.768). A amostra deve reproduzir características de sexo, idade, escolaridade e renda, usando dados do IBGE e do TSE.

A metodologia depende dos institutos. No caso da Quaest, os pesquisadores vão até a casa do eleitor. Já o Datafolha entrevista as pessoas na rua, nos chamados pontos de fluxo, que são pontos específicos em cada município pesquisado.

Ajuste para abstenção e margem de erro

Os institutos incorporaram, desde 2022, um modelo estatístico que ajusta a pesquisa à probabilidade de comparecimento nas urnas, inspirado em estudos dos Estados Unidos, onde o voto não é obrigatório. Essa medida busca reduzir o impacto de eleitores que declaram intenção, mas não comparecem.

A margem de erro varia conforme o tamanho da amostra: quanto maior a amostra, menor a margem de erro. Uma pesquisa com 500 entrevistas tem margem de erro significativamente maior que uma com 1,2 mil.

Papel das pesquisas eleitorais

Apesar de muitas pessoas acreditarem que as pesquisas preveem o vencedor, elas fornecem ao eleitor informações sobre o cenário em cada momento da disputa, diferentemente de enquetes sem rigor metodológico. As pesquisas continuam sendo ferramentas valiosas para entender a dinâmica eleitoral até a hora de ir às urnas.