Abertura
O debate transmitido pela TV Globo nesta sexta‑feira (23) foi o último confronto antes da votação do segundo turno, marcada para domingo (25). Lula e Flávio Bolsonaro apresentaram posições sobre salário mínimo, segurança pública e economia, enquanto trocavam provocações pessoais que ganharam destaque na imprensa internacional.
Repercussão na imprensa estrangeira
Jornais de Espanha, França, Reino Unido, Argentina e Portugal analisaram o debate, apontando que Flávio adotou um tom mais contido, enquanto Lula foi mais agressivo. O El País descreveu o encontro como mais construtivo que o primeiro, embora ainda marcado por insultos. O Le Monde destacou que o senador usou gravata e evitou gesticular, contrastando com seu comportamento anterior.

Provocações pessoais e respostas
A maioria das publicações destacou a frase de Flávio Bolsonaro sobre os “nove dedos” de Lula, que gerou pedido de desculpas ao presidente. Em outro momento, Lula acusou o senador de ser “miliciano”, referindo‑se a grupos ligados a policiais no Rio de Janeiro. A Associated Press ressaltou que o pedido de desculpas foi concedido pelo senador.

Propostas e divergências de política
Os candidatos reiteraram propostas de campanha: Lula defendeu aumentos do salário mínimo acima da inflação e destacou ações contra a fome; Flávio criticou a alta dos alimentos e a reforma tributária, alegando aumento da carga tributária para consumidores. A Reuters enfatizou que as discussões sobre custo de vida, segurança e corrupção foram centrais para conquistar eleitores indecisos.

Estratégias de imagem
Analistas internacionais observaram que Flávio buscou transmitir uma imagem de moderado, usando gravata e permanecendo atrás do púlpito, enquanto Lula adotou discurso mais incisivo, associando o adversário a riscos para a democracia. O Le Monde citou a cientista política Carolina Botelho, que classificou a fala dos “nove dedos” como discriminatória.
Impacto nas relações externas
A cobertura destacou que o resultado do pleito terá implicações nas relações do Brasil com Estados Unidos e China, tema mencionado pela AP. A disputa permanece acirrada, com pesquisas do Datafolha indicando empate técnico em 50% dos votos válidos para ambos os candidatos.
Conclusão
A imprensa internacional convergiu ao apontar que o debate foi menos acalorado que o primeiro encontro, mas manteve tensão nas provocações pessoais e nas divergências sobre políticas econômicas e de segurança. O cenário deixa em aberto se as estratégias adotadas pelos candidatos conseguirão convencer os eleitores indecisos antes da votação de domingo.