O dólar fechou em alta de 0,4%, cotado a R$ 5,51, e o Ibovespa avançou cerca de 1,4%, atingindo 168,5 mil pontos. O movimento ocorreu após a divulgação do relatório de empregos dos Estados Unidos, que mostrou criação de 165 mil vagas no mês passado.

Dados de emprego dos EUA impulsionam o dólar

O relatório de trabalho americano registrou 165 mil vagas criadas, acima das 65 mil esperadas pelos economistas. A taxa de desemprego recuou em relação aos 4,2% de setembro, reforçando a percepção de resiliência do mercado de trabalho.

Reação dos mercados brasileiros

Com a força do dólar no exterior, o índice DXY avançou 0,76% para 102,320 pontos. Na B3, o Ibovespa fechou em alta de 1,39%, aos 168.498,45 pontos, impulsionado por ações de tecnologia nos EUA e por declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre responsabilidade fiscal.

Expectativas sobre a política monetária

Os investidores acompanharam as declarações de Lula na reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), onde o presidente afirmou a intenção de manter responsabilidade fiscal e social. O relatório de emprego dos EUA também alimentou expectativas sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed).

Desempenho das bolsas internacionais

Nos EUA, o Nasdaq e o S&P 500 avançaram, enquanto o Dow Jones recuou. Na quinta-feira (5), o Nasdaq caiu 5,52% devido a temores de bolha no setor de inteligência artificial, arrastando o S&P 500 (‑4,36%) e o Dow Jones (‑3,44%). Na sexta, o Nasdaq recuperou 1,09%, o S&P 500 subiu 0,31% e o Dow Jones recuou 0,46%.

Panorama semanal

Na semana, o dólar acumulou alta de 1,20% frente ao real, enquanto o Ibovespa avançou 0,29%. Apesar da valorização, o índice ainda está abaixo dos níveis pré‑eleição presidencial, quando negociava acima de 205 mil pontos.