Endividamento de famílias cai em outubro; 81,6% ainda têm dívida
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) divulgada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) mostrou que a parcela de famílias que se consideram muito endividadas diminuiu de 17,3% em setembro para 16,8% em outubro, o menor nível desde abril.
Queda da inadimplência em atraso
A taxa de famílias com dívidas em atraso recuou de 29,6% para 29,3%, marcando o menor patamar de 2026. Em comparação ao mesmo período de 2025, o indicador caiu 1,2 ponto percentual.
A proporção de famílias que afirmam não ter condições de pagar dívidas atrasadas também diminuiu, passando de 12,5% para 12,2%. O tempo médio de atraso reduziu para 65,1 dias, embora quase metade das dívidas em atraso (48,8%) estivesse vencida há mais de 90 dias.
Perfil das famílias endividadas
O percentual de famílias que se consideram pouco endividadas subiu para 35,8%, enquanto a parcela que se considera muito endividada caiu para 16,8%. O total de famílias com algum tipo de dívida permaneceu alto, com 81,6% possuindo dívida a vencer, queda de apenas 0,1 ponto percentual em relação a setembro.
Entre as faixas de renda, a inadimplência subiu levemente para 38,6% nas famílias com renda até três salários mínimos, sendo a única categoria em alta. Já nas faixas de três a cinco e de cinco a dez salários mínimos, o índice recuou para 27,1% e 19,7%, respectivamente. Famílias com renda superior a dez salários mínimos mantiveram a inadimplência em 15%.
Projeções para o fim do ano
A CNC projeta que o endividamento geral se estabilize em torno de 81,6% até dezembro, enquanto a inadimplência deve continuar em queda, atingindo 29,2% no último mês de 2026.