As exportações brasileiras de produtos cobertos pelo acordo Mercosul‑UE avançaram 21% nos primeiros cinco meses de vigência provisória, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
O levantamento comparou as vendas realizadas entre maio e setembro de 2026 com o mesmo período de 2025, período em que o tratado ainda não estava em vigor.
Produtos com maior alta
Entre os itens que registraram maiores saltos estão os transformadores elétricos, cujas exportações para a UE passaram de zero em 2025 para US$ 39 milhões no mesmo intervalo de 2026.
Outros setores, de agropecuária a bens industriais, também apresentaram crescimento, refletindo a redução ou eliminação de tarifas prevista no acordo.
Declarações oficiais
A secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, destacou que os primeiros resultados abrem oportunidades para produtos brasileiros no mercado europeu e que o governo trabalha na divulgação das novas condições comerciais.
"Há um potencial importante a ser explorado, tanto para ampliar as vendas de quem já exporta quanto para permitir que novas empresas conquistem espaço no comércio internacional", afirmou.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, ressaltou que o tratado cria condições para o Brasil agregar valor à produção e ampliar sua participação no comércio mundial.
Contexto do acordo
As negociações entre Mercosul e União Europeia iniciaram em 1999 e se estenderam por mais de 25 anos. Os instrumentos do acordo foram assinados em janeiro de 2026, e a aplicação provisória das disposições comerciais começou em 1º de maio de 2026.
O tratado prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas e estabelece regras para ampliar o comércio entre os dois blocos, que juntos somam cerca de 720 milhões de pessoas e um PIB combinado superior a US$ 22 trilhões.
Perspectivas
A União Europeia permanece entre os principais parceiros comerciais do Brasil. O governo avalia que o maior acesso ao mercado europeu pode aumentar as exportações, diversificar destinos e abrir espaço para novas empresas no comércio internacional.