Flávio Bolsonaro respondeu a perguntas da jornalista Renata Lo Prete sobre o pedido de R$ 134 milhões a Daniel Vorcaro e o financiamento do filme "Dark Horse". O candidato afirmou que o contrato com o ex‑dono do Banco Master não foi cumprido, mas que os recursos aportados permitiram concluir a produção, cujo custo foi divulgado como R$ 75 milhões.

Pedido de recursos e contrato não cumprido

Flávio Bolsonaro explicou que o fundo criado nos Estados Unidos recebeu quase R$ 70 milhões do total solicitado e que a gestão do dinheiro ficou a cargo de um advogado amigo de seu irmão Eduardo. "Era um contrato que não foi cumprido. E, com os recursos, né, que foram aportados por ele e mais outros investidores, nós conseguimos concluir o filme", afirmou Flávio Bolsonaro.

Investigação da Polícia Federal

A Polícia Federal investiga possíveis crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção no financiamento do documentário. Nesta sexta‑feira (16), a PF pediu ao ministro André Mendonça, do STF, autorização para prorrogar as apurações por 90 dias. Flávio Bolsonaro está incluído no inquérito.

Questionamentos sobre o fundo nos EUA

Renata Lo Prete questionou o candidato sobre a falta de transparência do fundo, que estava inativo há quatro anos e não havia prestado contas. O senador respondeu que a produtora brasileira do filme já havia prestado contas e que não havia uso indevido dos recursos. Ele ressaltou que se tratava de patrocínio privado, sem contrapartida institucional.

Comparações e declarações sobre outros casos

Durante a entrevista, Flávio Bolsonaro comparou o caso ao suposto financiamento de R$ 30 milhões ao filme de Lula, citando um áudio de Vorcaro. O candidato alegou que o áudio indica legalidade no financiamento do filme Bolsonaro e que o caso do filme de Lula “precisa ser investigado”.

Contexto judicial e declarações de Vorcaro

Em 9 de maio, a Polícia Federal e a Procuradoria‑Geral da República negaram que Daniel Vorcaro tenha declarado financiamento do documentário sobre Lula. A defesa de Vorcaro afirmou não reconhecer a autenticidade de nenhum material divulgado.