Às vésperas do segundo turno, o governo federal publicou um decreto nesta terça‑feira (13) que cria um programa nacional para agilizar o bloqueio de celulares e de outros meios de comunicação utilizados ilegalmente dentro de presídios.
Destaques:
- Aprovação de decreto que cria mecanismo nacional de bloqueio de celulares
- Presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera a iniciativa
- Implementação imediata via plataforma do Ministério da Justiça
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem usado a segurança pública como tema central de sua campanha de reeleição, afirmando que o lema agora é "Para o povo trabalhador, proteção; para o bandido, prisão".
Quase 10 mil celulares foram apreendidos em presídios nos últimos três anos, em operações coordenadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, que buscam retirar a capacidade de comunicação dos detentos.
Mecanismo de cooperação entre União e estados
O decreto estabelece cooperação entre União, estados, Distrito Federal e Anatel. As administrações penitenciárias estaduais identificarão ocorrências e encaminharão informações técnicas para viabilizar o bloqueio.
A iniciativa prevê duas principais formas de atuação: o bloqueio de aparelhos celulares identificados individualmente e a interrupção de sinais de radiocomunicação dentro de perímetros de segurança delimitados ao redor das unidades prisionais.
A Anatel ficará responsável por adotar as medidas cabíveis dentro de suas competências legais, inclusive em pedidos relacionados à operação de bloqueadores de sinais.
Plataforma digital e fluxo de bloqueio
As informações serão enviadas por uma plataforma digital do Ministério da Justiça e Segurança Pública, integrada ao Sistema Nacional de Informações Penais (Sisdepen).
Para celulares individualizados, o pedido será direcionado ao fluxo de bloqueio do Banco Nacional de Celulares com Restrição. Já as solicitações de bloqueio de sinais em áreas delimitadas seguirão para a Anatel.
Impacto esperado
O programa visa impedir que detentos pratiquem crimes de dentro das cadeias e mantenham contato com comparsas externos, reforçando a política de segurança pública adotada pelo governo na reta final da campanha eleitoral.