O Ibovespa operava em queda de 2,49% às 14h15, registrando 171.343 pontos. Na semana, o índice acumulou perdas de 16,36%. No mesmo horário, o dólar subia 0,66%, cotado a R$ 5,3857.
Decisão de juros do Fed domina o mercado
Investidores aguardam a decisão de juros do Federal Reserve (Fed), prevista para o meio da tarde. Dados do CME Group indicam que a maioria espera manutenção das taxas. O mercado também acompanha declarações do presidente da instituição, Kevin Warsh.
Pressão fiscal no Brasil após eleição
Na véspera, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que o governo enviará ao Congresso um projeto de lei para comprometer o alcance do centro da meta fiscal em 2027. Durigan também prometeu regulamentar o Imposto Seletivo, conhecido como "imposto do pecado", com texto a ser enviado ainda nesta semana.
"Depois da eleição, o presidente vai definir a equipe dele, depois a equipe vai apresentar quais serão essas medidas em termos de ajuste, em termos de perseguição da meta, para mostrar que o compromisso nosso, o compromisso desse governo do presidente é com responsabilidade fiscal", disse o ministro.
"Nós vamos dizer e dar todos os instrumentos para que a gente não tenha dúvida jurídica que a gente vai perseguir o centro da meta [fiscal]. Mas existem outras medidas que estão sendo avaliadas, então agora nós temos uma etapa", declarou a jornalistas.
Commodities e mercados internacionais
O preço do petróleo continuou elevado. O barril do Brent subia 1,71%, cotado a US$ 115,83, e o WTI avançava 3,11%, a US$ 103,01. Nos EUA, os principais índices estavam em alta: Dow Jones +0,28%, S&P 500 +0,26% e Nasdaq +0,03%.
Na Europa, o DAX alemão subiu 0,44%, o CAC-40 francês ficou estável e o FTSE 100 britânico avançou 0,07%. Na Ásia, o Índice de Xangai e o CSI300 subiram 0,9%, o Nikkei japonês +1,08% e o Kospi sul‑coreano +6,63%.
Impactos no câmbio e na Selic
A alta do dólar pressiona a inflação e pode levar a nova alta da Selic caso a valorização persista. Investidores temem que o descontrole fiscal agrave a dívida pública, encarecendo o crédito e exigindo manutenção de juros elevados no Brasil.
Com informações da Reuters