Ir às urnas no segundo turno das eleições de 2026, no domingo (25), pode servir como prova de vida para aposentados, pensionistas e beneficiários de programas assistenciais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A comprovação ocorre automaticamente por meio do cruzamento de dados entre a Justiça Eleitoral e a Previdência Social, eliminando a necessidade de documentos ou visita a agências.
Como funciona a prova de vida pelo voto?
Quando o eleitor vota, a Justiça Eleitoral registra a informação, que é cruzada com os dados do INSS. O processo é automático e o beneficiário não precisa guardar o comprovante de votação nem solicitar a atualização.
Obrigatoriedade de voto para maiores de 70 anos
Pessoas com 70 anos ou mais não são obrigadas a votar, portanto não precisam justificar ausência. Quem é obrigado a votar deve regularizar a falta no primeiro turno; o voto no segundo turno pode valer como prova de vida, mas não substitui a regularização da ausência inicial.
A justificativa eleitoral não vale como prova de vida. Para que a participação seja considerada pelo INSS, é necessário comparecer às urnas.
Consequências da não votação
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a ausência às urnas não provoca bloqueio automático do benefício do INSS. Beneficiários que não votarem podem fazer a prova de vida por outros meios aceitos pelo instituto, como o aplicativo ou site Meu INSS ou a Central 135.
Dados sobre a abstenção de eleitores com 70+ anos
Um levantamento do Movimento Voto 70+, baseado em dados do TSE, mostrou que cerca de 8,49 milhões de eleitores com 70 anos ou mais não compareceram ao primeiro turno em 4 de outubro, representando 49,2% dos 17,25 milhões aptos a votar.
A abstenção foi maior entre os eleitores com 80 anos ou mais, com 4,03 milhões (73,1%) ausentes, enquanto entre os de 70 a 79 anos foram 4,45 milhões (37,9%). As mulheres representaram 60,6% dos eleitores com 70+ que faltaram ao primeiro turno.