A Justiça Federal revogou o monitoramento por tornozeleira eletrônica de dez investigados ligados à Operação Rejeito, que investiga suspeitas de fraudes em licenças ambientais e exploração irregular de minério em Minas Gerais. A medida foi tomada na última quinta‑feira (29) pelo juiz Michael Procopio Ribeiro Alves Avelar, do Tribunal Regional Federal da 6ª Região.

Dois alvos, João Alberto Paixão Lages e Helder Adriano de Freitas, permanecerão sob monitoramento. Eles só poderão circular nas comarcas de residência e em Belo Horizonte, com deslocamentos a outros locais sujeitos a autorização judicial.

Restrições mantidas

Os investigados que tiveram a tornozeleira retirada deverão comparecer mensalmente à Justiça e não podem sair de Minas Gerais sem autorização. A proibição de deixar o país e a entrega de passaportes permanecem em vigor. As demais restrições, como a obrigação de permanecer no estado, continuam válidas.

Contexto da Operação Contrassabotagem

A decisão ocorreu no âmbito da Operação Contrassabotagem, que investiga tentativas de obstrução das apurações da Operação Rejeito. Segundo denúncia do Ministério Público Federal, o grupo investigado teria buscado ocultar responsáveis por empresas e monitorado agentes públicos para dificultar as investigações.

Antecedentes da Operação Rejeito

A Operação Rejeito foi deflagrada pela Polícia Federal em setembro de 2025 para apurar fraudes em licenças ambientais e exploração irregular de minério em Minas Gerais. Em junho de 2026, a PF indiciou 34 pessoas e estimou que o esquema movimentou mais de R$ 4 bilhões, com potencial de gerar até R$ 8 bilhões em novos projetos.

A decisão judicial considerou que os dez investigados cumpriam as determinações e não havia registro de violações relevantes durante o período de fiscalização, justificando a retirada da tornozeleira eletrônica.