O promotor Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) em Presidente Prudente (SP), foi citado como possível titular do Ministério da Segurança Pública, projeto que depende da aprovação da PEC da Segurança Pública no Congresso.

"Não houve convite oficial e, por isso, prefiro não comentar sobre o assunto", afirmou Gakiya, ao ser procurado.

Destaques:

  • Lincoln Gakiya cotado para futuro Ministério da Segurança Pública
  • Possível criação da pasta depende da aprovação da PEC no Congresso
  • Decisão final ainda depende de convite formal de Lula

Jantar em São Paulo e primeiras indicações

Na semana anterior ao segundo turno das eleições, Gakiya participou de um jantar na casa do advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha de Lula em São Paulo. Durante o encontro, o promotor foi consultado sobre os desafios da segurança pública e compartilhou sua experiência de 30 anos no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Marco Aurélio confirmou que não houve convite formal para o cargo, mas que Gakiia sinalizou disponibilidade caso fosse chamado.

Criação da pasta e tramitação legislativa

A proposta de criar o Ministério da Segurança Pública segue para o plenário do Senado após aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O governo Lula pretende avançar com a pasta assim que a PEC for aprovada pelo Congresso Nacional.

Outros nomes cotados e perfil dos candidatos

Além de Gakiya, o ex‑ministro da Educação Camilo Santana (PT) também aparece nas discussões. A escolha de Lula pode recair sobre um perfil técnico, ligado à atuação policial ou ao Ministério Público, ou sobre um político com experiência de gestão.

Histórico de atuação de Gakiya

Gakiya integra o Gaeco do Ministério Público de São Paulo desde 1996 e liderou a transferência de 22 chefes do PCC para presídios de segurança máxima em fevereiro de 2019. Por conta das ameaças recebidas, ele vive sob escolta armada 24 horas.

Contexto político

Até o momento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não autorizou convites formais ou informais para o cargo, mantendo a decisão em aberto enquanto a proposta legislativa avança.