Novas imagens mostram o desembarque de Flávio Bolsonaro e sua família em Miami na manhã de 28 de outubro, alimentando a investigação da Polícia Federal (PF) sobre a forma como o senador deixou o país.
A PF suspeita que o senador tenha usado um avião privado pertencente ao advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio, para voar de Brasília a San Fernando, nos arredores de Buenos Aires, na manhã de 27 de outubro.
Destaques:
- jato Cessna 560XL Citation Excel (PR‑AAA) partiu de Brasília às 5h e pousou às 8h40
- voo de San Fernando a Puerto Iguazú pode ter sido feito em cerca de duas horas
- família embarcou às 23h30 em Gulfstream G400 (LV‑JQW) rumo aos EUA
Viagem de Brasília a Buenos Aires
A colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, revelou que o avião de Tomaz saiu de Brasília por volta das 5h da manhã de 27/10 e chegou a San Fernando às 8h40. A PF não descartou outras possibilidades, mas destaca que o trajeto de carro de Brasília a Foz do Iguaçu levaria mais de 18 horas, tornando o uso de aeronave a hipótese mais plausível.
Deslocamento interno na Argentina
Investigadores precisam esclarecer como a família passou de San Fernando a Puerto Iguazú, distância superior a 1.200 km. De carro o percurso exigiria no mínimo 13 horas; de avião, cerca de duas horas, o que sugere novo voo privado.
Conexão com investigação de lavagem de dinheiro
Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz são alvos de inquérito no STF sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que investigam suposta lavagem de dinheiro. A PF encontrou e‑mails indicando que Flávio foi cadastrado como usuário master de conta bancária de empresa de Tomaz. Moraes determinou a entrega dos passaportes, ordem que o senador não cumpriu.
Entrada na Argentina e voo para os EUA
A Direção Nacional de Migrações da Argentina informou que a família entrou por terra às 22h50 de 27/10, menos de uma hora antes do voo para os EUA. Contudo, a PF suspeita de registro tardio no controle migratório.
Segundo autoridades argentinas, a família embarcou às 23h30 em um Gulfstream G400 (LV‑JQW) que saiu de Puerto Iguazú, fez escala em Guayaquil (Equador) e seguiu para os Estados Unidos, sobrevoando Paraguai, Bolívia e Peru, sem cruzar espaço aéreo brasileiro.