Edinho Silva, presidente do Partido dos Trabalhadores, declarou nesta quarta‑feira (28) que os diálogos para montar o próximo governo deverão acelerar após a volta de Luiz Inácio Lula da Silva da COP‑24, que ocorre entre 9 e 20 de novembro na Turquia.
“Eu penso que, após a sua volta da COP, certamente os diálogos para montagem do governo vão ter maior celeridade. Ele [Lula] vai chamar os partidos para estarem conversando”, afirmou Edinho.
Destaques:
- Conversas sobre nova composição do governo ganharão ritmo após a COP
- Lula deve chamar partidos para negociação
- Próximas decisões previstas para após 12 de novembro
Prioridades imediatas de Lula
Segundo Edinho, o presidente concentra esforços em concluir o mandato atual e alinhar, com os presidentes da Câmara Hugo Motta (Republicanos‑PB) e do Senado Davi Alcolumbre (União Brasil‑AP), a agenda de propostas que ainda precisam ser aprovadas no Congresso ainda este ano.
Ele também ressaltou que Lula está se preparando para a viagem à COP, mas não comentou detalhes sobre a escolha de novos ministros, como a possível indicação do governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, para o Ministério da Fazenda.
Apoio do PT à liderança do Congresso
Quando questionado sobre o apoio do PT à recondução de Hugo Motta na presidência da Câmara, Edinho indicou que a tendência do partido é favorável.
“Tudo caminha para que o Partido dos Trabalhadores, a não ser que aconteça alguma coisa nesse meio tempo, que não acredito que aconteça. A tendência é o PT apoiar a recondução do deputado Hugo Motta”, afirmou.
Ele não se pronunciou explicitamente sobre a continuidade de Davi Alcolumbre no Senado.
Propostas para o quarto governo Lula
Edinho destacou que, a partir de 5 de janeiro de 2027, a segurança pública será prioridade. Ele relatou que Lula, em conversa na manhã da entrevista, reforçou a criação do Ministério da Segurança Pública logo após a aprovação da PEC da Segurança.
“Ele reafirmou, foi enfático nesse sentido, que ele vai criar o Ministério da Segurança Pública logo após a aprovação da PEC”, afirmou Edinho.
O dirigente também mencionou a intenção de usar a estrutura de inteligência da Polícia Federal, da Receita Federal e da Controladoria‑Geral da União para rastrear recursos do crime organizado, além de promover uma atuação articulada entre União, estados e municípios para devolver territórios controlados por organizações criminosas às comunidades.