A queda de avião da Polícia Militar deixa três mortos no Vale do Aço
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou neste sábado (10) a morte dos três policiais militares após a queda de um avião da corporação nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso, na sexta-feira (9). O acidente ocorreu por volta das 16h, quando a aeronave, que decolara do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, se aproximava do terminal.
"Todos os três militares eram pilotos e desempenharam missões como o transporte de órgãos para transplante. Seu trabalho representou muitas vidas salvas e o alívio de muitas famílias", afirmou o presidente em postagem nas redes sociais.
Destaques:
- Três policiais militares mortos em acidente aéreo
- Lula e governador Mateus Simões manifestam pesar
- Luto oficial de três dias decretado pelo governo estadual
Autoridades manifestam pesar
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), também lamentou a morte dos militares em publicação nas redes sociais e decretou luto oficial de três dias.
"Recebo com profundo pesar o falecimento do tenente-coronel Silvestre e das tenentes Emilia e Alice, valorosos oficiais da nossa Polícia Militar, com quem tive o privilégio pessoal de conviver em sua atuação no Comando Aéreo do Estado. Minha solidariedade às famílias, amigos e à corporação", escreveu.
O governador eleito, Cleitinho Azevedo (Republicanos), enviou mensagem de condolências.
"Que Deus conforte os corações de todos que sofrem com essa tragédia", publicou.
Detalhes do voo e das vítimas
A aeronave realizava um voo de recheque de habilitação, procedimento periódico exigido para manutenção das certificações e avaliação das condições operacionais dos pilotos. Segundo a Polícia Militar, o tenente‑coronel Luiz Fernando Silvestre, de 49 anos, comandava o esquadrão de aviões do Comando de Aviação do Estado (Comave) e acumulava mais de 5 mil horas de voo.
A tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende, de 35 anos, era a primeira mulher da PMMG habilitada a pilotar aeronaves de asa fixa, com cerca de 300 horas de voo. Ela havia retornado recentemente de licença‑maternidade.
A tenente Alice dos Santos Oliveira Almeida, de 34 anos, nascida em Caratinga, também acumulava aproximadamente 300 horas de voo e atuava na manutenção de aeronaves.
"É importante frisar que tratava‑se de uma aeronave retrofitada, uma aeronave que sofreu toda manutenção e troca de equipamentos necessárias. [...] Nós não temos nenhum tipo de questão em relação à manutenção, que estava em dia, à retrofitagem, que estava em dia, e à habilitação dos pilotos, que estava em dia", afirmou o coronel Flávio Santiago, diretor de comunicação organizacional da Polícia Militar de Minas Gerais.
"A nossa corporação está em luto. Perdemos três asas indomáveis, pessoas que faziam um trabalho importantíssimo", lamentou o coronel Santiago.

Contexto do acidente
O avião, retrofitado e em dia com manutenção, era utilizado tanto em missões operacionais quanto no transporte de órgãos para transplantes. O acidente ocorreu nas proximidades do terminal de Santana do Paraíso, pouco depois da decolagem de Pampulha, e resultou na perda de todos a bordo.