A Polícia Federal (PF) realizou, nesta terça‑feira (13), encontro com membros do Supremo Tribunal Federal (STF) para definir a orientação sobre a inclusão de nomes de ministros nos relatórios de investigações.

Objetivo da reunião

Interlocutores da PF afirmam que não há documento final a ser entregue ao STF. O encontro visa esclarecer qual deve ser a orientação do Supremo quanto ao tratamento das informações que mencionam ministros.

Dúvida que motivou o pedido

A questão surgiu após um ofício do STF que gerou dificuldade de interpretação dentro da PF. Investigadores questionam se o nome de um ministro deve constar dos relatórios e quem deve avaliar a relevância dessas citações.

Necessidade de decisão do Supremo

A PF entende que a definição deve partir do STF para evitar que a própria polícia estabeleça filtros sobre informações envolvendo integrantes da Corte. Evitar omissão de dados relevantes e a produção de documentos sem respaldo são os principais receios.

Caso específico de Dias Toffoli

No caso do ministro Dias Toffoli, relator da investigação, a PF chegou a encaminhar um relatório ao magistrado. Após o episódio envolvendo Toffoli, a PF afirma que novos documentos sobre ministros só serão produzidos com determinação expressa do STF.

Expectativa da PF

A instituição pretende sair da reunião com orientação clara sobre como proceder futuramente, garantindo a conformidade dos relatórios com as diretrizes do Supremo.