Anúncio oficial do PL

O PL deve anunciar, na quarta‑feira (4), Rogério Marinho (RN) como candidato à presidência do Senado em fevereiro de 2027. A legenda passará a ter a maior bancada, com 28 senadores eleitos em outubro.

"A candidatura com mais força e votos hoje é a de Rogério Marinho", afirmou o senador eleito Carlos Jordy (PL‑RJ).

Destaques:

  • Rogério Marinho será candidato oficial do PL
  • Davi Alcolumbre tenta articulação com a oposição
  • Eleição da presidência ocorre em fevereiro de 2027

Estratégia de Alcolumbre

Alcolumbre busca apoio de partidos da oposição, como PL, PP e Republicanos, para garantir a maioria absoluta de 41 votos necessária à reeleição. Nas últimas semanas, ele discutiu a possibilidade de um projeto de anistia para os condenados pelo 8 de janeiro, incluindo o ex‑presidente Jair Bolsonaro, como forma de angariar apoio.

Resistência interna ao PL

Líderes do PL argumentam que lançar um candidato próprio pode desgastar a legenda, lembrando a derrota de Rogério Marinho em 2023 contra Rodrigo Pacheco. O senador do PL afirmou que o partido prefere evitar uma "radicalização" na disputa da Mesa e ainda não aceitou acordo com Alcolumbre.

Outros potenciais concorrentes

A senadora Tereza Cristina (PP‑MS) mantém o desejo de concorrer, almejando ser a primeira mulher presidente do Senado. Ela declarou ao g1: "Eu mantenho meu desejo de concorrer, de ser a primeira mulher presidente do Senado. Temos 90 dias até a eleição. Tem muita água pra rolar".

Contexto da anistia e pressões políticas

O STF informou, em levantamento de abril, que 190 condenados pela tentativa de golpe ainda estão presos, dos quais 70 em prisão domiciliar. O Congresso aprovou, em abril, proposta de redução de penas que será avaliada caso a caso pelo STF. Uma liderança do PL sugeriu que a anistia poderia beneficiar tanto os condenados quanto o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.

Perspectivas para a eleição de 2027

Um interlocutor de Alcolumbre avaliou que o presidente já reúne votos suficientes para a reeleição, mas a fuga de Flávio Bolsonaro do país tornou Marinho o candidato ideal para enfrentar a disputa. O mesmo interlocutor destacou que Alcolumbre ainda não dialogou com a ala mais "radical" do bolsonarismo, representada por Guilherme Derrite (PP‑SP) e Carol de Toni (PL‑SC), nem com a senadora Michelle Bolsonaro (PL‑DF), que apoia Tereza Cristina.

"Eu estou falando todo dia de pacificação do Brasil. Tudo que eu comentar para vocês pode ser contrário à minha tese", disse Alcolumbre ao ser questionado sobre a carta de Flávio Bolsonaro.