Polícia Federal cancela passaportes de Flávio Bolsonaro
A Polícia Federal (PF) revogou os passaportes do senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) por descumprir decisão judicial que impedia sua viagem ao exterior. Até o momento, não há registro formal de que o senador tenha deixado o país.
Ministério do STF é notificado
A PF encaminhará ofício ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, informando o não cumprimento da determinação que exigia a entrega dos documentos e proibia a saída do Brasil. Moraes havia ordenado a entrega dos passaportes no dia 26 de outubro.
Suspeita de viagem para a Argentina
A medida ocorre em meio a suspeitas de que Flávio Bolsonaro teria cruzado a fronteira para a Argentina usando documento de identidade, com intenção de seguir para os Estados Unidos a bordo de um jato executivo. A imprensa argentina, por meio do site Infobae, informou que o senador estaria em Puerto Iguazú, cidade fronteiriça, e que embarcaria em um Gulfstream G400 (registro LV‑JQW) da empresa Baires Fly S.A.
Ausência de registro na Casa Rosada
Segundo a mesma fonte, a Casa Rosada ainda não registrou a entrada de Flávio Bolsonaro no território argentino. Não há confirmação oficial de sua presença fora do Brasil.
Inquéritos em andamento no STF
Flávio Bolsonaro responde a dois inquéritos no STF. Um deles, junto ao advogado Willer Tomaz, investiga suspeita de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas. O outro apura o financiamento do filme "Dark Horse", que retrata a trajetória de seu pai, o ex‑presidente Jair Bolsonaro.
Contexto familiar e político
O irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro, encontra‑se nos Estados Unidos, apesar de existir um mandado de prisão em aberto contra ele no Brasil. Eduardo, que teve a cassação de seu mandato de deputado federal, defendeu que Flávio deveria deixar o país caso perdesse a eleição.
Eleições de 2026
Embora Flávio não tenha aceitado a derrota no segundo turno das eleições presidenciais, o Partido Liberal reconheceu oficialmente nesta terça‑feira a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, que foi reeleito com mais de 4,4 milhões de votos de diferença.