Apenas o estado de Santa Catarina ficou impedido de enviar carne de frango para a China após a identificação de um foco da doença de Newcastle (DNC). O anúncio foi feito pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Augusto Billi, que recebeu a informação das autoridades chinesas na manhã desta terça‑feira (20).

"Acabamos de receber o retorno [da China]. Ao todo são 14 estabelecimentos em Santa Catarina que exportam frango para lá e que, agora, ficam suspensos de exportar", afirmou o secretário.

A restrição segue a ação do México, que na segunda‑feira (19) suspendeu a importação de carne de frango e outros produtos avícolas brasileiros após confirmar o caso em uma granja comercial de perus em Santa Catarina. A medida mexicana, divulgada pela Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural, inclui aves vivas e ovos férteis para proteger a produção avícola nacional.

Interdição da granja e ações de contenção

A granja de Nova Itaberaba, em Santa Catarina, onde o foco foi detectado, abriga cerca de 6 mil perus. O Serviço Veterinário Oficial interditou o local e iniciou procedimentos para conter e erradicar a doença, além de intensificar a vigilância sanitária nas propriedades da região.

Medidas do Ministério da Agricultura

Em nota, o Ministério da Agricultura informou que a movimentação de aves foi suspensa e que as ações de controle seguirão as diretrizes do plano nacional de contingência para influenza aviária e doença de Newcastle. O órgão ressaltou que não há risco para a população.

Segurança do consumo interno

Tanto o Ministério quanto a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) afirmaram que o consumo de carne de aves e ovos provenientes de estabelecimentos submetidos à inspeção oficial permanece seguro. A restrição afeta apenas a exportação para a China, sem impacto direto no abastecimento interno.