Abertura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta terça‑feira (20) que esta será sua última campanha à Presidência da República e prometeu que, se reeleito, fará um mandato histórico. A fala ocorreu durante ato de campanha no Maranhão, onde o petista agradeceu aos apoiadores e reiterou a intenção de vencer os adversários nas urnas.

"Essa é a minha última campanha para presidente da República, última campanha. E esse mandato quero que seja histórico", afirmou Lula.

Destaques:

  • Última campanha presidencial de Lula
  • Promessa de mandato histórico com ampliação do Pé‑de‑Meia
  • Próxima parada: Juazeiro e Petrolina, campanha até 25 de outubro

Programa Pé‑de‑Meia para universitários

Lula anunciou que pretende ampliar o Pé‑de‑Meia, criando uma versão voltada a estudantes de universidades federais, estaduais e do ProUni. Em 13 de outubro, o presidente já havia mencionado a criação, a partir de 2027, de um benefício de R$ 700 mensais durante dez meses, além de um depósito anual de R$ 2,5 mil.

Medidas econômicas e sociais

Durante a visita a São Luís, Lula informou que sancionará nesta quarta‑feira (21) a lei que amplia o limite de faturamento dos microempreendedores individuais (MEIs) e perdoa dívidas de 4 milhões de inadimplentes. O presidente também destacou a aprovação da emenda constitucional que garante dois dias de descanso remunerado por semana, encerrando a escala 6x1.

"Amanhã eu vou sancionar a lei de perdão da dívida do MEI. São 4 milhões de pessoas que tinham dívida ativa na União. Nós resolvemos anistiar para limpar o nome dessas pessoas no Serasa e poderem começar uma vida nova", afirmou Lula.

Transporte público gratuito nos fins de semana

Lula reiterou o compromisso de garantir transporte público gratuito aos sábados e domingos em todo o país, anunciando que enviará ao Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para instituir tarifa zero nos fins de semana, financiada com recursos de emendas parlamentares.

Conflito com Flávio Bolsonaro sobre sigilos

No mesmo ato, o presidente protocolou documentos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a quebra de seus próprios sigilos bancário, fiscal e eletrônico dos últimos oito anos, condicionando a medida à divulgação dos mesmos dados de Flávio Bolsonaro e sua família.

"Meus advogados estão lá em Brasília, no Tribunal Superior Eleitoral, entregando um documento meu pedindo a quebra do sigilo bancário e telefônico e exigindo que o Flávio Bolsonaro faça o mesmo. O meu, dos meus filhos e da Janja", afirmou Lula.

Agenda de campanha até o segundo turno

Lula seguiu a São Luís para Juazeiro e Petrolina, mantendo a campanha até o dia da votação, 25 de outubro, quando o candidato do PT busca a vitória no segundo turno.

"Eu saio daqui e vou para Juazeiro, Petrolina, e só vamos parar no dia 25 de outubro, quando o 13 sair vitorioso nas urnas.", afirmou.