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O Conselho de Supervisão da Meta divulgou nesta terça‑feira (20) que identificou falhas “recorrentes” na moderação de conteúdo eleitoral. As restrições técnicas afetaram contas do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva e de apoiadores, gerando acusações de interferência.

"O Conselho de Supervisão está preocupado com as falhas recorrentes na aplicação das regras pela Meta em seus esforços para garantir a integridade eleitoral", afirma o comunicado.

Destaques:

  • Falhas recorrentes na moderação eleitoral
  • Conselho de Supervisão da Meta criticou decisões
  • Meta deve apresentar medidas em até 24 horas ao TSE

Falhas na aplicação das regras

O órgão apontou duas formas de problema: aplicação excessivamente rigorosa, que suprime manifestações políticas, e aplicação insuficiente, que compromete a integridade eleitoral. O Conselho cobrou a criação de métricas públicas para avaliar a eficácia das medidas.

"Embora a Meta cite frequentemente indicadores gerais de atividade, como o número de anúncios armazenados ou de contas removidas, a empresa ainda não estabeleceu métricas públicas que avaliem de forma transparente a eficácia de suas medidas de aplicação das regras — ou as lacunas críticas nesse processo. Isso precisa mudar", diz a declaração.

Resposta da Meta ao TSE

No mesmo dia, a Meta respondeu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmando que cumpriu as determinações judiciais e que não houve negligência. A empresa destacou que conteúdos políticos são tratados de forma igualitária e não discriminatória e reconheceu a possibilidade de bloqueios indevidos, comprometendo‑se a corrigir eventuais erros.

Controvérsias nas campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro

Campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) alegaram prejuízos na distribuição de conteúdo. Em 15 de outubro, o TSE determinou que a Meta não interferisse na distribuição de conteúdo político‑eleitoral. A campanha de Lula apontou falhas sistemáticas e diferenças no alcance, enquanto Bolsonaro afirmou que suas publicações também foram prejudicadas.

Críticas a remoções indevidas

O Conselho alertou que a retirada indevida de manifestações políticas antes de eleições pode prejudicar a participação dos eleitores e comprometer a integridade do processo. Recomendou que sistemas automatizados considerem idioma, nuances e contexto político.

"A remoção indevida de manifestações políticas antes de uma eleição corre o risco de comprometer a integridade eleitoral e provocar um efeito inibidor irreversível sobre a participação política", afirma o comunicado.

Próximos passos

O ministro Marco Aurélio Bellizze exigiu que a Meta apresente, em até 24 horas, detalhes das medidas adotadas para garantir igualdade entre as campanhas. O Conselho reiterou a necessidade de aprimorar procedimentos para evitar novas restrições técnicas e garantir transparência nas regras de moderação.