Uma empresa de tecnologia de San Diego, Taction, pediu ao tribunal federal da Califórnia que aumente a indenização de US$ 5,7 bilhões (R$ 28,82 bilhões) já concedida contra a Apple por violação de patente.
"O valor da indenização concedida pelo júri não é motivo para reter os juros", disse Taction ao tribunal.
Destaques:
- US$ 5,7 bi de indenização inicial
- Taction solicita compensação por vendas de 2021‑março e juros
- Pedido inclui juros de 7% e possível acréscimo de centenas de milhões
Decisão do júri e tecnologia em disputa
Em setembro, jurados federais da Califórnia determinaram a maior indenização por violação de patente nos EUA, concluindo que a Apple utilizou sem autorização a tecnologia de "feedback háptico" em iPhones e Apple Watches. O recurso faz o aparelho vibrar para responder fisicamente ao toque ou a alertas.
Pedido de ampliação da indenização
No pedido apresentado na sexta‑feira, a Taction argumentou que a decisão cobre apenas as vendas da Apple entre 2021 e o fim de março. A empresa requereu que o tribunal inclua compensação pelas vendas dos seis meses seguintes e juros calculados pela taxa legal da Califórnia, de 7%. Segundo a Taction, o acréscimo representaria centenas de milhões de dólares além dos US$ 5,7 bilhões.
Reação da Apple e precedentes
A Apple negou as acusações, afirmou que recorrerá e solicitou a anulação do veredicto. A companhia já foi condenada a pagar juros em outro caso de propriedade intelectual: neste mês, a Apple foi obrigada a pagar US$ 184,2 milhões (R$ 931,5 milhões) à Masimo, após uma indenização de US$ 634 milhões (R$ 3,21 bilhões) obtida no ano anterior.
Próximos passos
A decisão sobre o pedido de aumento ainda depende do tribunal. Caso seja aceita, o valor total a ser pago pela Apple pode superar os US$ 6 bilhões, impactando significativamente as finanças da empresa e estabelecendo novo precedente em disputas de patentes de tecnologia.