A Fórmula 1 tem sido fonte de inovações que hoje chegam a veículos de uso cotidiano. O g1 destacou cinco tecnologias que migraram das pistas para as ruas, impactando desde carros de entrada até modelos premium.

Troca de marcha no volante

A primeira transmissão semiautomática no volante foi introduzida pela Ferrari em 1990, sob a direção do engenheiro John Barnard. O recurso permitia mudar de marcha sem embreagem, reduzindo tempo nas curvas. Em 1997, a tecnologia já aparecia em um modelo de rua da Ferrari.

Troca de marcha no volante em um Toyota Yaris Cross
Troca de marcha no volante em um Toyota Yaris Cross — Foto: divulgação/Toyota

Hoje, o recurso está disponível em veículos como o Volkswagen Polo Sense, ampliando o acesso a mudanças de marcha mais rápidas e confortáveis.

Recuperação de energia (KERS)

O KERS (Sistema de Recuperação de Energia Cinética) surgiu na Fórmula 1 em 2009, convertendo energia de frenagem em impulso elétrico. Em 2026, cerca de 50% da potência de um carro de F1 provém do motor elétrico.

Sistema de freio enviando energia para a bateria de um Volkswagen Tiguan híbrido
Sistema de freio enviando energia para a bateria de um Volkswagen Tiguan híbrido — Foto: divulgação/Volkswagen

No Brasil, o sistema está presente desde o Renault Kwid até modelos premium, permitindo recuperar energia nas descidas, como entre São Paulo e Santos, onde a autonomia pode aumentar mais de 40 km.

Aerofólios ativos

A asa móvel, usada para ajustar a aerodinâmica nas corridas, ainda não está em carros populares, mas modelos da Porsche já incorporam aerofólios que se levantam automaticamente, melhorando a estabilidade em alta velocidade.

Mercedes AMG GT 63 SE com spoiler móvel
Mercedes AMG GT 63 SE com spoiler móvel — Foto: divulgação/Mercedes-Benz

Controle de tração

Desenvolvido entre as décadas de 1980 e 1990 e popularizado na Williams de Nigel Mansell, o controle de tração reduz a potência quando sensores detectam patinamento. A exigência legal entrou em vigor em 2024, abrangendo todos os veículos vendidos no Brasil.

Sensores de monitoramento

Sensores que medem pressão dos pneus, qualidade da injeção, eficiência de condução e nível de combustível, antes exclusivos da F1, agora equipam carros como Hyundai Creta, Chevrolet Tracker e Volkswagen Tera. Em versões mais completas, os dados podem ser visualizados via aplicativos móveis, replicando o monitoramento em tempo real das equipes de corrida.