A senadora Tereza Cristina (PP‑MS) disse que vai buscar encontro com o ex‑presidente Jair Bolsonaro para discutir a disputa pelo comando do Senado. A declaração foi feita durante o jantar de gala da Câmara de Comércio França‑Brasil, no hotel Rosewood, em São Paulo, onde a parlamentar recebeu o Prêmio Personalidade do Ano 2026.
“Olha, eu sou amiga do presidente Bolsonaro, fui ministra dele. Eu já tinha pedido algumas vezes para visitá‑lo e, agora, ele pedindo e acatando aquele meu pedido anterior, eu acho ótimo. Mas vamos poder conversar, explicar para ele o que está acontecendo, enfim, a minha visão do que é hoje a nossa missão nessa eleição do Senado, a minha e de Rogério Marinho”, afirmou.
Destaques:
- Tereza Cristina pretende conversar com Bolsonaro sobre a disputa do Senado
- Ela busca apoio de Rogério Marinho (PL) e avalia estratégia da oposição
- Decisão final será tomada próximo à votação em 1º de fevereiro de 2027
Estratégia de oposição
Questionada sobre abrir mão da candidatura caso Bolsonaro pedisse apoio a Rogério Marinho, a senadora evitou confirmar e disse não saber se o ex‑presidente faria tal pedido. Ela ressaltou que tem conversado com Marinho desde o início da campanha e que a estratégia do campo é ganhar o Senado.
“Eu não sei se o presidente me pediria isso, mas é claro que eu e o Rogério Marinho temos conversado desde o início. Ele tem dito isso, eu tenho repetido, mas parece que as pessoas não conseguem entender. Nós temos uma estratégia. A estratégia do nosso campo é ganhar o Senado”, disse.
Possível unificação de candidaturas
Tereza afirmou que não pretende enfrentar Marinho diretamente e que a decisão sobre quem abrirá mão da disputa será tomada mais perto da votação. Ela citou a fala de Marinho de que não enfrentará a senadora.
“Ele disse, no lançamento da candidatura dele: ‘Eu não enfrentarei a Tereza’. E eu vou dizer aqui: eu não enfrentarei o Rogério Marinho. Um de nós dois, lá na frente, nós temos que sentar com maturidade, responsabilidade que nós temos pelas pautas em que acreditamos, para não deixar o Senado apequenado, para que a gente possa pensar mais no Brasil”, declarou.
Contexto da eleição interna
A disputa pela presidência do Senado, cujo mandato começa em fevereiro de 2027, inclui ainda o atual presidente Davi Alcolumbre (União Brasil‑AP), que busca a reeleição com apoio do governo Lula. A votação está marcada para 1º de fevereiro de 2027, exigindo 41 votos para a vitória.
Em paralelo, a defesa de Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorização para que ele receba Tereza Cristina e Rogério Marinho em sua residência, onde cumpre prisão domiciliar. O pedido surge enquanto ambos buscam apoio da direita para a eleição interna do Senado.