O ministro Marco Aurélio Bellizze concedeu 24 horas à Meta – controladora do WhatsApp, Facebook e Instagram – para comprovar que cumpriu a determinação do TSE de garantir isonomia na veiculação de conteúdos políticos e anúncios eleitorais no segundo turno.
“A substituição unilateral dos prazos fixados pelo juízo equivale a descumprimento, sobretudo em processo cuja utilidade depende do tempo”, escreveu o ministro.
Destaques:
- 24 horas para comprovação
- decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze
- multa diária pode subir para R$ 1 milhão
Pressão de candidatos sobre a Meta
Tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto o senador Flávio Bolsonaro acionaram a Justiça Eleitoral, alegando que suas campanhas foram prejudicadas nas plataformas da Meta. A campanha de Lula já havia pedido ao TSE que a empresa fosse responsabilizada por restrição seletiva de publicações.
Medidas exigidas pelo TSE
A decisão do ministro lista as obrigações que a Meta deve atender:
- esclarecimentos sobre a atuação dos sistemas de recomendação;
- análise de anúncios das duas candidaturas que disputam o segundo turno;
- investigação de possíveis redes de perfis inautênticos;
- apresentação de informações sobre conteúdos que deveriam receber identificação por terem sido produzidos ou alterados sinteticamente.
“O ministro também determinou que a empresa apresente relatórios, em português, individualizados sobre os anúncios políticos e comprove as providências tomadas em relação às restrições no impulsionamento de publicações”, informou o texto da decisão.
Consequências do não cumprimento
Caso a Meta não comprove o cumprimento integral das medidas, a multa diária prevista será elevada de R$ 500 mil para R$ 1 milhão. O ministro ressaltou que a apresentação de recurso pela empresa não suspende os efeitos da decisão anterior, mantendo as ordens válidas.
Participação de Flávio Bolsonaro
O ministro autorizou a inclusão de Flávio Bolsonaro como interessado na ação, permitindo que ele se manifeste sobre a igualdade de tratamento entre as candidaturas. A campanha de Bolsonaro também alega prejuízos causados pela Meta.