O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou, na noite de terça‑feira, uma reunião com a Meta, advogados das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) e membros da Justiça Eleitoral. O encontro, marcado a quatro dias da votação, buscou esclarecer dúvidas sobre o funcionamento dos algoritmos das redes sociais e possíveis prejuízos aos candidatos.
"está preocupado com as falhas recorrentes na aplicação das normas eleitorais da Meta", afirmou o conselho da Meta.
Destaques:
- Falhas recorrentes nos algoritmos da Meta
- Representantes da Meta, TSE, Lula e Flávio Bolsonaro participaram
- Próximas decisões podem gerar sanções eleitorais
Reunião aborda reclamações de partidos
A ação do PT, que alegou prejuízos à campanha do presidente Lula, motivou a convocação. Advogados das campanhas apresentaram questionamentos sobre a moderação de conteúdo e o alcance de publicações nas plataformas Instagram, Facebook e WhatsApp.
A equipe de Flávio Bolsonaro também reivindicou que a Meta estaria prejudicando sua campanha, pedindo que a discussão não se limitasse ao PT.
Possíveis desdobramentos jurídicos
A disputa pode evoluir para medidas de maior alcance, inclusive sanções eleitorais, caso se comprovem irregularidades. A campanha de Flávio Bolsonaro apresentou petição ao presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, pedindo a suspensão de canal associado ao entorno de Lula.
Outras iniciativas judiciais incluem a solicitação da campanha de Lula para retirada de 255 perfis e compensação de alcance perdido na Meta.
Impacto financeiro e supervisão da Meta
Os gastos das campanhas com a Meta cresceram de R$ 23 milhões em 2018 para cerca de R$ 290 milhões na prestação de contas parcial de 2026. A empresa conta com um Comitê de Supervisão independente, criado em 2020, que inclui o especialista Ronaldo Lemos.
O conselho da Meta, em declaração divulgada em 20 de outubro, reiterou a necessidade de maior transparência e consistência nas práticas de fiscalização durante as eleições.
Perspectivas para a reta final
A Justiça Eleitoral ainda não tem conclusão definitiva sobre quais candidaturas foram efetivamente prejudicadas. O debate sobre algoritmos e inteligência artificial deve continuar após a votação, podendo ser usado em novas ações judiciais por candidatos derrotados.