A Binance anunciou que, a partir das 4h (horário de Brasília) de 5 de novembro, iniciará a liberação gradual de saques de dezenas de criptoativos em diferentes redes. A medida segue o ataque hacker que, segundo a Reuters, pode ser o maior roubo financeiro da história, com perdas estimadas em US$ 6,3 bilhões.
Redes e ativos contemplados na primeira fase
A primeira etapa inclui as redes Ethereum (ETH), BNB Smart Chain (BSC), Base, Tron (TRX), Polygon (MATIC) e Sui. Entre os criptoativos que terão os saques restabelecidos estão UNI, AAVE, PAXG, FLOKI, SAND, ENS e GRT. Cada combinação de moeda e rede será liberada somente após concluídas as verificações de segurança específicas.
Depósitos continuam operando
A corretora informou que os depósitos permanecem funcionando normalmente. A prioridade na liberação dos saques segue a demanda registrada pelos usuários na última semana, e novos ativos serão adicionados à lista conforme avançam as auditorias técnicas.
Possíveis atrasos e orientações aos usuários
Durante a retomada, a Binance alertou que usuários podem enfrentar atrasos ou tempos maiores de processamento. A empresa recomenda consultar o status da rede e do ativo antes de solicitar a retirada, para evitar frustrações.
Contexto do ataque hacker
O incidente, que culminou no roubo em 29 de outubro, envolveu falsas entrevistas de emprego e computadores comprometidos. Em junho, um funcionário baixou uma ferramenta de IA adulterada; em setembro, outro engenheiro recebeu código malicioso após entrevista fraudulenta. Em 20 de outubro, o invasor usou o computador comprometido e IA interna para assumir controle dos sistemas de carteira, executando o ataque nove dias depois.
"Isso não deveria ter acontecido, e pedimos desculpas pela preocupação, pelos transtornos e pela incerteza que isso causou aos nossos usuários, parceiros e ao setor como um todo", afirmou a empresa.
Repercussões e medidas de mitigação
O FBI atribuiu a invasão a um grupo de hackers norte-coreano, acusação que a Coreia do Norte rejeitou. A Binance declarou que está ressarcindo clientes afetados e que ampliará investimentos em sistemas de detecção baseados em inteligência artificial para prevenir novos incidentes.