Os disquetes, ainda empregados em mais de 400 centros de controle de tráfego aéreo dos Estados Unidos, serão descontinuados até 2028, conforme informou a FAA nesta quinta‑feira (5).

A mudança eliminará quatro ferramentas criadas na década de 1980, que atualmente analisam dados meteorológicos e informações críticas. O novo Sistema de Exibição de Informações Empresariais reunirá todos os dados operacionais em uma única interface, permitindo que os controladores visualizem atualizações de forma mais rápida.

Investimento e metas de modernização

O Congresso dos EUA aprovou em 2025 um aporte de US$ 12,5 bilhões (R$ 68,7 bi) para a modernização do sistema de tráfego aéreo. O secretário de Transportes, Sean Duffy, busca ainda US$ 30 bilhões adicionais para outras melhorias.

Benefícios para os controladores

O administrador da FAA, Bryan Bedford, destacou que o novo sistema facilitará o compartilhamento rápido de alertas críticos, horários de espaço aéreo restrito e relatórios de pilotos.

"Estamos abandonando processos manuais e ultrapassados e substituindo a tecnologia que antes dependia de disquetes por um sistema moderno", afirmou.

Incidentes recentes que reforçam a necessidade

Em 23 de outubro, a FAA alertou aeroportos sobre interrupções causadas por cortes em cabos de fibra óptica, que podem gerar atrasos, desvios e cancelamentos. Um incidente em 13 de outubro, quando um cabo que ligava um aeroporto de Houston foi cortado, provocou a paralisação das operações.

Falhas semelhantes em setembro, na Pensilvânia e em Nova Jersey, resultaram em atrasos e cancelamentos de milhares de voos, evidenciando a vulnerabilidade da infraestrutura atual.

Próximos passos

A transição para o novo sistema será gradual, com testes em centros piloto antes da implementação completa prevista para 2028. A FAA planeja concluir a migração dos disquetes dentro do prazo estabelecido, reduzindo riscos operacionais e aprimorando a eficiência do controle de tráfego aéreo.