Os dados divulgados nesta quarta‑feira (4) pelo Ministério do Trabalho e Emprego indicam que 121,3 mil postos formais foram abertos em setembro, segundo o Caged. O saldo representa aumento de 24,7% em relação a agosto, quando foram criados 161 mil empregos.

Queda anual e contexto econômico

A criação de vagas caiu 43,5% comparada a setembro de 2023, reflexo de juros elevados e desaceleração da economia. Em setembro de 2025, o país havia registrado 214,6 mil postos, segundo dados ajustados que incluem declarações entregues fora do prazo.

Desde 2020, o resultado de setembro é o mais baixo da série, devido à mudança metodológica que impede comparações com anos anteriores.

Distribuição setorial

Quatro dos cinco setores pesquisados apresentaram crescimento. A agropecuária foi a única a registrar mais demissões que contratações.

  • Indústria: 19.285 vagas
  • Serviços administrativos e complementares: 18,3 mil vagas
  • Saúde humana e serviços sociais: 15,4 mil vagas
  • Transporte, armazenagem e correio: 13,2 mil vagas

Na indústria, destaque para serviços especializados em alimentos (17 mil), fabricação de veículos automotores (2,1 mil) e coleta e tratamento de resíduos (1,48 mil).

Desempenho regional

Todas as cinco regiões registraram abertura de vagas. Das 27 unidades da federação com saldo positivo, São Paulo liderou com 19,3 mil empregos, seguida por Pernambuco (13,3 mil) e Alagoas (11,1 mil). O Rio Grande do Sul foi a única a apresentar saldo negativo, com 2,9 mil demissões, atribuídas ao fim da safra de fumo e retração no comércio varejista.

Salário e carteira assinada

O salário médio real de admissão em setembro foi R$ 2.429,41, queda de R$ 1,10 (-0,05%) em relação a agosto, mas aumento de R$ 44,90 (1,88%) frente a setembro de 2025. O número total de trabalhadores com carteira assinada chegou a 48,35 milhões, alta de 0,25% em relação a agosto e de 1,65% ao mesmo mês do ano passado.