Abertura O dólar fechou em queda nesta quarta‑feira (4), cotado a R$ 5,45, após a vitória dos democratas nas eleições legislativas dos Estados Unidos. O movimento acompanhou a recuperação da bolsa brasileira, que avançou mais de 1% e encerrou a sequência de seis pregões em baixa.

Bolsa reage ao cenário externo

O Ibovespa subiu 1,23%, alcançando 167.563,47 pontos, depois de seis dias consecutivos de queda. Na alta do dia, pouco antes das 14h, o índice chegou a 167.986,37 pontos. A recuperação foi impulsionada por ações de bancos, da Vale e de outras empresas sensíveis a juros, em um ambiente global mais favorável ao risco.

Influência das eleições nos EUA

A vitória dos democratas, que conquistaram maioria no Senado e na Câmara, reduziu a percepção de risco de mudanças bruscas na política econômica americana. O índice DXY (dólar global) recuou 0,2%, para 101,520 pontos, e os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA caíram, favorecendo moedas de mercados emergentes.

Expectativas sobre a política monetária brasileira

Investidores acompanharam a expectativa da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que seria anunciada após o fechamento da bolsa. O mercado previa a manutenção da taxa básica de juros em 13,75% ao ano. No Brasil, o ganho do real foi limitado pela cautela diante das incertezas fiscais e da condução econômica do próximo governo.

Desempenho do petróleo e da Petrobras

O preço do petróleo Brent recuou 8,67%, cotado a US$ 94,62 por barril, o que pressionou as ações da Petrobras, as mais negociadas na bolsa, que recuaram significativamente.

Cotação do dólar ao longo do dia

O dólar chegou a R$ 5,498 na máxima da sessão, por volta das 13h30, mas se firmou em território negativo ao longo da tarde, encerrando o pregão em queda.