O Nikkei 225 caiu 6,2% na manhã desta sexta-feira, atingindo 57.271,19 pontos, após a abertura do pregão. A queda segue a forte liquidação de ações ligadas à inteligência artificial nas bolsas dos Estados Unidos, que arrastou também outros mercados asiáticos.

Queda em bolsas asiáticas

O S&P/ASX 200 da Austrália perdeu 0,7%, fechando em 9.003,40 pontos, enquanto o Kospi sul‑coreano recuou 7,1%, para 5.000,25 pontos. Os investidores citam a desaceleração na construção de data centers de IA, pressionada pelo encarecimento dos empréstimos, como fator de risco.

Desempenho nos Estados Unidos

Na quinta‑feira, o S&P 500 despencou 4,4%, seu pior dia desde abril de 2025, quando as tarifas de Donald Trump abalaram os mercados. O Dow Jones recuou 3,4% (1.833 pontos) e o Nasdaq Composite caiu 5,5%, ficando 11,9% abaixo da máxima histórica alcançada no mês passado.

"O Nasdaq, que concentra ações ligadas à IA, ficou 11,9% abaixo de sua máxima histórica", afirmou analista do mercado.

Impacto nas empresas de chips

A Nvidia registrou queda de 9,3%, sendo a ação que mais pesou no recuo do S&P 500. No acumulado do ano, a empresa tem queda de 2,6% após ganhos de 39% a 239% nos últimos três anos. A Advanced Micro Devices despencou 17,3% e a CoreWeave recuou 9,8%.

Repercussões nos demais mercados

O petróleo bruto dos EUA subiu 0,60% para US$ 91,06 por barril, enquanto o Brent avançou 3,88% para US$ 98,29. Nos títulos, o rendimento do Treasury de 10 anos caiu para 4,84%, indicando busca por ativos seguros. No câmbio, o dólar subiu para 157,83 ienes, e o euro negociava a US$ 1,1216.

Perspectivas

Analistas apontam que a trajetória dos preços das ações dependerá mais dos lucros corporativos e das taxas de juros do que de decisões políticas. A continuação da desaceleração na construção de data centers de IA pode reduzir a demanda por chips e energia, afetando o ritmo de crescimento da economia americana.