O governo dos Estados Unidos pediu ao senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) que retire da carta divulgada os trechos em que se apresenta como o “verdadeiro presidente eleito”. A solicitação foi feita por assessores do Departamento de Estado, que temiam que a expressão fosse interpretada como reconhecimento oficial do governo americano.

Pedido oficial dos EUA

Segundo assessores do Departamento de Estado, a autodeclaração de Bolsonaro poderia gerar problemas diplomáticos entre Brasil e Estados Unidos. A informação foi divulgada pela colunista do UOL Mariana Sanches e confirmada por um blog de diplomatas que acompanhou os fatos.

Revisão da carta após intervenção de Trump

Diplomatas consultados relataram que a mudança ocorreu após Donald Trump tomar conhecimento do conteúdo. Trump havia autorizado a entrada de Flávio Bolsonaro no país e concedido visto humanitário a ele e à família, mas não pretende reconhecer a autodenominação como presidente eleito.

Texto original e versão corrigida

Na primeira versão, divulgada na quarta‑feira (28), Bolsonaro se descreveu como “verdadeiro presidente do Brasil” e “presidente eleito”, contestando o resultado do segundo turno e alegando fraude sem apresentar provas. Pouco depois, a publicação foi apagada e uma nova versão substituiu os termos por “líder do Brasil” e “líder”.

A carta ainda agradece a Donald Trump e ao presidente argentino Javier Milei, e afirma que o senador está nos Estados Unidos com a família e “em segurança”.