O Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos (FBI) acusou a Coreia do Norte de ser responsável pelo ataque à Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, que resultou no roubo de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões). O comunicado foi divulgado neste sábado, 31 de outubro.

Operação "TraderTraitor" e duração do ataque

O FBI denominou a ação cibernética de TraderTraitor. Segundo a agência, o ataque à Binance durou cerca de 20 minutos, sendo considerado o maior incidente hacker da história das criptomoedas.

Conversão dos ativos e medidas de contenção

A agência informou que os hackers estão convertendo os ativos roubados em Ethereum. O FBI solicitou que empresas do setor bloqueiem transações envolvendo os endereços usados pelos agentes do TraderTraitor para lavar os fundos.

Segurança dos usuários brasileiros

A Binance assegurou que os investimentos de clientes brasileiros permanecem seguros, pois os recursos são mantidos em cold wallets (carteiras frias). Apesar da garantia, a corretora suspendeu temporariamente os saques de criptomoedas.

"Cold wallet, ou carteira fria, é uma forma de guardar criptomoedas que mantém as chaves necessárias para movimentá‑las desconectadas da internet", explicou a Binance.

Regulamentação local e limites da proteção

No Brasil, a Binance segue as regras do Banco Central, que desde fevereiro exigem a separação dos recursos dos usuários dos da corretora. A exigência não elimina o risco de novos ataques nem garante ressarcimento em caso de perdas.