O senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) foi apontado por um jornal argentino como tendo deixado o Brasil pela fronteira de Puerto Iguazú, na Argentina, na madrugada de 27 de março. A informação surge um dia depois de o ministro Alexandre de Moraes determinar que o parlamentar entregasse seus passaportes, medida vinculada a duas investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF).

Destaques:

  • Senador Flávio Bolsonaro supostamente saiu do Brasil pela fronteira argentina
  • Ministro Alexandre de Moraes exigiu a entrega dos passaportes do senador
  • Investigações no STF continuam, sem prazo definido para conclusão

Investigações sobre financiamento de filme e lavagem de dinheiro

Uma das apurações, sob relatoria do ministro André Mendonça, investiga supostos crimes ligados ao financiamento do filme "Dark Horse", que retrata a trajetória do ex‑presidente Jair Bolsonaro. A PF identificou repasses de Daniel Vorcaro, ex‑dono do Banco Master, à produção.

Outra investigação, conduzida por Alexandre de Moraes, analisa possível lavagem de dinheiro envolvendo casas de apostas controladas por Willer Tomaz, advogado e amigo de Flávio. A PF quebrou o sigilo telemático de Tomaz e encontrou e‑mails que indicam o senador como "usuário master" de conta bancária da empresa Alcazar Holdings.

Decisão sobre foro privilegiado e continuidade das investigações

O mandato de Flávio Bolsonaro termina em 2027. Com a derrota nas eleições presidenciais, ele deixará de ter foro privilegiado por exercer cargo eletivo. Contudo, o STF decidiu em 2025 que, se o crime foi praticado durante o mandato, o foro pode ser mantido após o término do mandato. Advogados criminalistas consultados pelo portal afirmam que os casos devem permanecer no STF, pois o senador teria usado seu "prestígio" como parlamentar para obter vantagens.

Outras acusações e repercussão internacional

Além das duas investigações, Flávio responde a um inquérito no STF por calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após publicar no X, em 3 de janeiro de 2026, acusações de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Em julho, a PF cancelou o depoimento do senador sobre o caso após a defesa apresentar esclarecimentos.

A suspeita de fuga ganhou repercussão internacional, com agências de notícias relatando que o senador estaria a caminho dos Estados Unidos, segundo fontes anônimas.