Lula anuncia ajuste fiscal e descarta fórmulas mágicas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo trabalhará para ter uma economia "arrumada", com responsabilidade fiscal e jurídica, visando atrair investimentos. A declaração foi feita após reunião com ministros e economistas ligados ao PT, na qual foram descartadas propostas consideradas “fórmulas mágicas”.

Reunião no Palácio da Alvorada

A sessão, realizada nesta quinta‑feira (5), contou com a presença dos ministros Dario Durigan e Bruno Moretti, além de ex‑ministros e economistas do PT. Segundo participantes, a reunião foi produtiva e dissipou dúvidas do presidente e do vice‑presidente Geraldo Alckmin.

"A reunião foi produtiva, desanuviou as ideias do presidente e do vice sobre propostas mágicas e alinhou o discurso interno", disse um participante do encontro.

Direcionamento das propostas

Durigan e Moretti foram incumbidos de fechar as medidas que garantam o cumprimento do centro da meta fiscal, sem exceções, preservando programas sociais. O plano inclui a busca por superávit primário e a exclusão de pagamentos de precatórios como exceção.

A proposta do economista André Lara Resende de tabelar taxa de juros e metas fiscais foi descartada por ser considerada de alto risco em um cenário de crescimento menor, inflação pressionada pelo El Niño, combustíveis e nova escala de trabalho 5x2.

Próximos passos

Lula embarca na segunda‑feira (9) para viagem internacional à Turquia e Filipinas, retornando na semana seguinte. Até lá, Durigan e Moretti devem concluir o ajuste fiscal. O presidente deve reiterar o compromisso em cadeia aberta de rádio e TV no domingo (8), prometendo pacificar o país, reduzir a pobreza e manter responsabilidade fiscal, sem anunciar medidas específicas.