A Pesquisa Quaest indica que a disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Dino segue extremamente equilibrada. As estimativas, com 95% de confiabilidade, apontam intenção de voto para Lula entre 42% e 46% e para Flávio entre 43% e 47%, com indecisos podendo chegar a 4%.

A diferença entre os candidatos reduziu-se de 2 pontos na primeira rodada para 1 ponto na segunda, mas a variação está dentro da margem de erro, impedindo conclusões sobre vantagem.

Segundo a Quaest, o voto útil de direita captado na última semana do primeiro turno já esgotou o reservatório de votos de outros candidatos, reforçando a base de Flávio.

A taxa de retenção de eleitores permanece alta: Flávio retém 94% e Lula 95% dos eleitores que o escolheram no primeiro turno. Entre os 9 milhões que votaram em outras opções (6% da amostra), 43% agora tendem a Flávio e 37% a Lula. Entre os que não votaram ou votaram branco/nulo, a tendência se inverte, com 40% inclinados a Lula e 36% a Flávio.
Nos sub‑grupos, a pesquisa aponta estabilidade, exceto entre beneficiários de programas sociais, onde a vantagem de Lula aumentou de 29 pontos percentuais para 37 pontos percentuais.
Esse segmento representa 21% da amostra e tem se mostrado politicamente relevante, refletindo também um aumento do medo da volta da família Bolsonaro.
No questionário aberto, Flávio e Lula registram 40% de intenção de voto espontânea cada, enquanto a indecisão dobrou, passando de 7% para 14%.
A indecisão é mais pronunciada entre mulheres, que perderam intenção de voto e registraram 17% de indecisos, e entre eleitores independentes, que saltaram de 13% para 31%.
A imprevisibilidade se reflete no volume de eleitores ainda suscetíveis a mudar de escolha: 10% da amostra total, 9% dos eleitores de Lula e 7% dos de Flávio.
Ambos os candidatos viram seu potencial de voto subir: Lula de 47% para 49%, Flávio de 46% para 48%. Simultaneamente, a rejeição caiu, com o não‑voto de Lula passando de 53% para 47% e o de Flávio de 54% para 52%.
A aprovação do governo, considerada a “bala de prata” nos últimos dias, atingiu 46%, seu melhor nível desde 14 de agosto, enquanto a desaprovação ficou em 47%.
A Quaest entrevistou 2.154 pessoas entre 17 e 20 de outubro, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Registro no TSE: BR-08535/2026.