O Procon Paulistano aplicou multa de R$ 11,4 milhões à Enel por interrupções no fornecimento de energia elétrica na capital paulista. A penalidade foi publicada no Diário Oficial em 21 de outubro de 2024 e refere‑se a falhas ocorridas entre setembro e dezembro de 2025, com pico entre 8 e 10 de dezembro, quando cerca de 3 milhões de consumidores ficaram sem luz.
Multa mantida após recurso da concessionária
A decisão foi mantida após recurso apresentado pela Enel. A concessionária tem 15 dias a partir da publicação para recorrer à Coordenadoria do Procon Paulistano. A prefeitura informou que a multa já havia sido aplicada no ano anterior, mas foi confirmada após a revisão administrativa.
Impacto dos eventos climáticos
A Enel alegou que os apagões foram causados por ventos fortes e prolongados que atingiram a área de concessão por dois dias em dezembro, afetando cerca de 4,4 milhões de consumidores. Em setembro, um vendaval com rajadas de 100 km/h também provocou interrupções.
"A companhia restabeleceu, em até 24 horas, o fornecimento de energia para 80% dos clientes afetados, o equivalente a aproximadamente 3,5 milhões de unidades consumidoras. A resposta foi mais rápida do que nos eventos de novembro de 2023 e outubro de 2024.", afirmou porta‑voz da Enel.
"Um vendaval com rajadas de cerca de 100 km/h atingiu a concessão, e a distribuidora restabeleceu a energia para mais de 90% dos clientes afetados em até 24 horas.", explicou a empresa.
Reação da Enel
A Enel discordou da punição, afirmando que sua atuação durante os eventos climáticos extremos de dezembro e setembro de 2025 foi compatível com a magnitude do impacto. A empresa destacou a rapidez na restauração do serviço como evidência de sua capacidade de resposta.