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Apenas José Medeiros (PL-MT) repostou nas redes sociais a carta publicada por Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) na quarta‑feira (28), na qual o senador se autodenominava "presidente eleito". Os demais 14 aliados que estavam ao lado de Flávio no discurso de domingo (25) não endossaram o texto nem comentaram publicamente.

"Esquerda zuando (sic) o Flávio porque ele “se autodeclarou” presidente… então tá liberado zuar (sic) quem se autodeclara alguma coisa?", escreveu.

Destaques:

  • José Medeiros repostou a carta original
  • 14 aliados permaneceram em silêncio ou fizeram críticas genéricas
  • A carta foi alterada posteriormente para "líder do Brasil"

Reações dos aliados

Nikolas Ferreira (PL‑MG) limitou‑se a citar a repercussão do termo "autodeclaração" sem comentar o conteúdo da carta. Rogério Marinho (PL‑RN) negou alegações de fraude eleitoral e atribuiu a mudança de texto a um "erro de confecção".

Marinho afirmou em entrevista que "não há provas" de fraude e que o PL não pode fazer tal afirmação. Nas redes, ele compartilhou trecho da entrevista que aceita a referência a Flávio como "líder", mas não ao restante do documento.

Quem não se manifestou

Vários nomes listados no acompanhamento do g1 não se pronunciaram, entre eles Alfredo Gaspar (PL), Daniella Marques, Bia Kicis, Guilherme Derrite, Deltan Dallagnol, Lucas Pavanato, Luciano Zucco, Douglas Ruas, Hélio Lopes, Pablo Marçal, Marcel van Hattem e Frederick Wassef.

Comentários de figuras externas

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse que não gostou da carta. O deputado federal eleito Cortez ironizou as idas e vindas de Flávio, comparando a estratégia ao caso de Juan Guaidó na Venezuela.

"Flávio Bolsonaro, depois de dizer que ganharia eleição, depois que a eleição foi roubada, depois que ia aceitar o resultado, depois disse que não sairia do país e depois fugiu para os Estados Unidos clandestinamente...", escreveu Cortez.

Outras críticas vieram de Humberto Costa (PT‑PE), que compartilhou vídeo da jornalista Julia Dualibi, e da deputada federal que denunciou a mudança de "presidente eleito" para "líder da oposição".

Repercussão institucional

A ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, alertou que a carta não representa a vontade popular, reforçando a legitimidade da reeleição de Lula. O presidente do PT, Edinho Silva, também condenou o tom da mensagem, lembrando o histórico golpista da família Bolsonaro.